Estado de SP tem 522 mil pessoas em área de risco

16/05/2011 14:14:00

Condições inadequadas

 

 

Pesquisa da Fundação Seade traçou o mais completo mapa de áreas de risco de São Paulo. Pelo levantamento, pelo menos 522 mil pessoas vivem em locais impróprios para o assentamento humano no mais rico Estado da federação.

Se fossem aglomerados no mesmo espaço urbano, esses habitantes formariam uma cidade quase do tamanho de São Caetano e Diadema juntas (535.610 habitantes).

Outra revelação da pesquisa é que as áreas de risco não estão concentradas apenas na Região Metropolitana e litoral. No total, são 173.978 domicílios em 3.042 locais impróprios espalhados por 232 municípios dos 645 do Estado de São Paulo.

Maior incidência na Região Metropolitana de São Paulo

A maior incidência do problema, no entanto, ocorre na Região Metropolitana, onde 92% das cidades têm famílias em locais inadequados sujeitos a desastres ambientais. Só o Município de São Paulo responde por 562 áreas de risco identificadas – 18,5% do total –, com 36 mil domicílios.

Conforme os cálculos da Fundação Seade, vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado, cada domicílio tem em média três moradores. O levantamento foi feito no ano passado em 594 dos 645 municípios paulistas.

Fora da Região Metropolitana de São Paulo, as piores situações estão na Baixada Santista e no Vale do Ribeira – mais de 70% dos municípios dessas regiões têm áreas de risco. Na Serra do Mar, o número de famílias que deverão deixar áreas de preservação ambiental ou de risco deve chegar a 5 mil neste ano, segundo a secretaria da Habitação.

Governo tucano vetou projeto sobre mapeamento de áreas de risco

Projeto de lei da deputada do PT, Ana do Carmo, que foi vetado pelo então governador José Serra, 2008, já determinava que o governo do Estado elaborasse mapeamento e levantamento cadastral das áreas de risco.

Segundo o projeto da parlamentar, o levantamento cadastral das áreas tem que levar em conta as condições de risco geológico, tecnológico, ameaça à Área de Preservação Permanente (APP) e proteção de mananciais. Esse levantamento é necessário para a adoção de medidas administrativas, ou judiciais, que assegurem a segurança das famílias moradoras de locais cuja situação seja de risco iminente.

*com informações do Jornal da Tarde

 

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