Estado diz que agora vai monitorar crime organizado

14/10/2013

Insegurança pública

Depois de muito negado pelo governo do Estado e pelo secretário de segurança anterior, agora o governador Geraldo Alckmin admite que o PCC deve ser enfrentado e anuncia força tarefa para monitorar o crime organizado em São Paulo.

Segundo Alckmin, policiais civis e militares, além de promotores, vão atuar 24 horas por dia no Ciisp (Centro Integrado de Inteligência em Segurança Pública) para apurar as denúncias e rastrear as ligações telefônicas entre presos. A ideia também é investigar os policiais suspeitos de envolvimento com o crime organizado

Investigações do Ministério Publico Estadual dão conta que a facão criminosa tinha como alvo o governador do Estado, Geraldo Alckmin e apontou que a facção criminosa está em 123 municípios do interior de São Paulo e em 22 Estados da federação e se estendeu para países vizinhos; Paraguai e Bolívia.

Mesmo diante das evidências da articulação do bando, com os ataques ocorridos em 2006 e em 2012, que resultou em morte de civis e de policiais militares, o governo de São Paulo relutou em reconhecer a dimensão da atuação do crime organizado no Estado que movimenta cerca de R$ 120 milhões anuais. Suas principais fontes de renda são o tráfico de drogas, o pagamento de mensalidades e o sorteio de rifas.

O telefone celular é a principal meio de comunicação e articulação da facção criminosa, que segundo as apurações do Ministério Público realizou um censo de seus integrantes e tem conselho administrativo que designa atribuições dos chefes de setores, que comandam as ações dentro e fora da cadeia.

O sistema penitenciário de São Paulo não tem bloqueador de celular, recentemente o secretário da administração penitenciária informou aos deputados estaduais que vão terceirizar este serviço.

A falta de controle nas penitenciárias e sobre a segurança pública é tamanha que líder do PCC em diálogo telefônico monitorado reclama a autoria do combate à violência.

De acordo com o diálogo houve a redução dos homicídios, a partir de normas impostas pela facção, que exige apresentação da queixa de desafeto ao tribunal da organização e o comando decide pela punição, que pode levar até a morte. “Então quer dizer, os homicídios caíram não sei quantos por cento e aí eu vejo o governador chegar lá e falar que foi ele,” contestou o bandido. Outra questão de que se vangloria de ter abolido o uso do crack nas cadeias

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