Estudantes enfrentam truculência da PM de Alckmin

09/10/2015

Sem Diálogo

Estudantes enfrentam truculência da PM de Alckmin

Em ato contra o fechamento de escolas estaduais anunciado recentemente pelo governo do Estado, cerca de mil estudantes foram agredidos pela tropa de Choque na avenida paulista, na manhã desta sexta- feria (9/10).

Alunos, professores e jornalistas foram atingidos por spray pimenta e golpes de cassetetes desferidos por PMs, sob a alegação de que eram integrantes de black blocs.

A reorganização das escolas estaduais foi anunciada pelo secretario estadual de educação no dia 23 de setembro, que se configura na separação física dos alunos de acordo a fase da escolaridade. Ou seja, a separação física será efetuada em escolas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, escolas dos anos finais do Ensino Fundamental e escolas de Ensino Médio.

De acordo com os educadores esta ação repete as medidas adotadas pela ex- secretária Rose Neubauer em 1995, que desencadeou demissões de vinte mil professores, fechamento de escolas, desorganização e transtornos nas famílias dos estudantes e abriu o processo de municipalização do ensino no Estado.

Levantamento realizado pela APEOESP mostra que cerca de 150 escolas estaduais podem ser fechadas,principalmente do ciclo noturno e provocará superlotação das salas de aula.
A entidade de educadores já havia apresentado no primeiro semestre deste ano pesquisa que apontou o fechamento de 3.390 classes e ano letivo iniciado com classes tomadas por 45 a 60 alunos, numa situação completamente inviável para o processo educacional.

Na avaliação da presidenta da APEOESP Isabel Noronha (Bebel) “esta separação das unidades escolares está relacionada com a meta 21 da proposta de Plano Estadual de Educação encaminhado pelo Governo à Assembleia Legislativa objetivando ampliar a municipalização do Ensino Fundamental. Lembramos que esta meta foi introduzida na proposta de Plano Estadual de Educação sem debate e à revelia do Fórum Estadual de Educação”, destacou.

Outra questão apontada pela líder dos professores foram os dados do Conselho de Acompanhamento do FUNDEB no estado de São Paulo, já há uma inadimplência acumulada de mais de R$ 24 milhões de municípios para com Estado. “Com a ampliação da municipalização, esta situação pode sair do controle”, opina Bebel.

A União Paulista dos Estudantes Secundaristas nesta semana promoveu várias manifestações nas cidades da Região Metropolitana, conduzida por Angela Meyer que abordou o governador Geraldo Alckmin sobre o fechamento das escolas que nada respondeu.

Esta situação também será algo de debate pelo Poder Legislativo que aprovou a realização de audiências públicas para discutir o Plano Estadual de Educação e que incluirá a reorganização do sistema educacional do Estado.

Audiências públicas para debater o Plano Estadual da Educação de SP

19/10 – Sorocaba (9h30, na Câmara Municipal)
21/10 – Campinas (9h, na Câmara Municipal)
22/10 – Araraquara (19h, na EEBA – Escola Estadual Bento de Abreu, rua Padre Duarte 2821-Centro)
23/10 – São José do Rio Preto (14h, Câmara Municipal da cidade)
26/10 – Santos (14h, na Câmara Municipal)
27/10 – São Paulo (14h, auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa) (rm)

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