Estudantes ocupam reitoria da UFABC contra PEC 55

29/11/2016

Mobilização

Crédito: Cadu Freitas - ABCD Maior

Estudantes ocupam reitoria da UFABC contra PEC 55

Reprodução Rede Brasil Atual

Cerca de 50 estudantes da da Universidade Federal do ABC (UFABC) ocupam a reitoria do campus de Santo André desde a última quinta-feira (25), contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, em tramitação no Senado, que propõe o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos e que deve ir à votação, em primeiro turno, nesta-terça-feira (29).

Os estudantes alertam que a medida pode agravar ainda mais a situação dos alunos que já estão sofrendo com cortes nas bolsas de assistência estudantil. “De 2015 para 2016, a gente teve um corte de metade das bolsas socioeconômicas, que são as bolsas que garantem o projeto pedagógico da universidade, que é a inclusão e excelência. Com os cortes, vários alunos de outros estados voltaram para casa”, relata Isis Mustafá, estudante de ciências e humanidades, em entrevista à repórter Michelle Gomes, para o Seu Jornal, da TVT.

Gaúcha, Isis recebe auxílio-moradia de R$ 300 e bolsa-alimentação. Ela ressalta que as bolsas são fundamentais para que alunos de baixa renda vindos de outros estados tenham condições de permanecer na universidade. “Tenho uma colega que ficou dois meses dormindo no sofá de um amigo, porque perdeu a bolsa. Ela trancou o curso, no último quadrimestre, e voltou para o interior de São Paulo.”

Além disso, os projetos de pesquisa também ficam ameaçados. Luiza Fegadolli, também do curso de ciências e humanidades, recebe bolsa de R$ 400 por mês para dedicar 20 horas semanais a um projeto de extensão que pesquisa o consumo consciente. “O meu projeto, em especial, já tinha orçamento previsto até o final desse ano. Para o ano que vem, a gente vai ter uma diminuição em vários projetos”, conta Luiza. No seu grupo de pesquisa, as bolsas serão reduzidas de seis para quatro, no ano que vem, ressalta a aluna.

Os estudantes também reivindicam a reintegração dos funcionários terceirizados demitidos por fazer uma paralisação contra o assédio moral e garantia formal de que não haverá mais cortes na assistência estudantil. Eles pretendem manter a ocupação até que as reivindicações sejam atendidas. “O movimento, acima de tudo, é uma oportunidade para promover os espaços democráticos e a unidade dos estudantes”, conclui Luiza.

Reprodução Rede Brasil Atual

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