Ex- assessor de Capez é flagrado com R$122 mil não declarados

21/10/2016

CPI da Máfia da Merenda

Crédito: RBA

Jéter mente em depoimentos, tem R$122 mil não declarados, e mesmo assim consegue aposentar-se.

Reportagem da Rede Brasil Atual aponta que Justiça encontrou R$ 122 mil, de origem não declarada, na conta bancária de Jeter Rodrigues, ex-assessor do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Fernando Capez (PSDB).

Segundo a matéria, a informação consta em depoimento prestado por Rodrigues. Justiça de São Paulo que apura envolvimento de servidores públicos e parlamentares no esquema de superfaturamento e o pagamento de propina em contratos da merenda escolar do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

As investigações apontam que o dinheiro pode ter sido repassado pela Cooperativa Orgânica da Agricultura Familiar (COAF), carro-chefe do esquema de corrupção em contratos de R$ 11 milhões para fornecimento de suco laranja para a merenda escolar. O ano bate com a execução do contrato da COAF com o governo Alckmin.

Rodrigues alega desconhecer os valores. “Sinceramente, eu desconheço esse montante de dinheiro”, afirmou no depoimento. O procurador do Ministério Público que interrogou Rodrigues, cujo nome não consta no documento, demonstrou indignação com essa afirmação. “O cheque passou na sua mão, então, fez contrato, deu recibo, passou cheque na sua mão e não recebeu nada?”, questionou.

Para o petista Alencar Santana Braga, único membro da oposição na CPI da Máfia da Merenda, que apura o caso na Assembleia Legislativa, a situação deixa ainda mais evidente o envolvimento de Rodrigues no esquema e põe em cheque o fato de ele ter sido beneficiado com a aposentadoria logo após o caso vir à tona. O ex-assessor é alvo de uma sindicância interna na Assembleia, que corre em sigilo. Para o deputado há uma excessiva morosidade na apuração, que indica uma proteção a ele.

“Várias pessoas já falaram sobre o envolvimento dele para facilitar que a COAF vencesse a licitação junto ao governo do estado. Cheque, recibos, contrato. Ele cometeu crime prestando serviço no gabinete de um deputado. Sob ordem de alguém superior ou do próprio deputado, não sabemos. Ou no mínimo, ele usou o nome do deputado para isso. E por incrível que pareça, ele foi premiado. Foi aposentado, mesmo com a sindicância correndo. E não temos um parecer definitivo, mesmo sendo uma coisa simples, porque na Assembleia não há tantas sindicâncias assim. Em um caso de repercussão como esse, é muito ruim para a Assembleia não ter uma conclusão”, afirmou.

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Rosário Mendez

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