Ex- prefeito afirma que CDHU sugeriu modelo de construção

24/09/2009 15:20:00

máfia das casinhas

 

O ex-prefeito de Narandiba, Gabriel Vassílios Piperas, relatou à CPI da CDHU, na quarta-feira (22/9),  como o município contratou empresas para construir 120 unidades habitacionais, sob o comando da CDHU. 

A Comissão Parlamentar de Inquérito investiga denúncias de fraudes em licitações para construção de casas pela CDHU, no escândalo conhecido como “máfia das casinhas”, que segundo as investigações feitas pela Polícia Civil teria levado dos cofres públicos cerca de R$ 135 milhões.

Gabriel exerceu mandato entre 2005 e 2008, afirmou que sua gestão concluiu a construção de 64 casas, cuja licitação havia sido feita na administração de seu antecessor, que é do PSDB.

Na sua gestão, foram contratadas obras para a construção de mais 57 casas, em regime de mutirão, também em convênio com CDHU. O valor da obra era de aproximadamente R$ 700 mil. A licitação para a construção do conjunto Narandiba C foi vencida pela empresa Pontal Engenharia, com sede em Presidente Venceslau. 

Já o empreendimento, denominado de Narandiba B, foi executado pela FT Construtora, empresa que foi alvo das investigações da Polícia Civil.

De acordo com o ex-prefeito após receber as denúncias da Câmara de vereadores e ouvir várias testemunhas, o Ministério Público arquivou o processo,que ele respondia sob a acusação de envolvimento no esquema de fraude na CDHU.    

Indagado por um integrante do PSDB sobre  suas responsabilidades na fiscalização das obras, o ex-prefeito afirmou que “o modelo de contrato era sugerido pela CDHU”, e de que a fiscalização e medição dos serviços eram feitas pela Companhia e pela empresa, LBR – Tejofran.  

Para o deputado Antonio Mentor a tentativa de cassação do mandato de Piperas deve estar ligada ao fato de a FT Construtora não ter sido incluída na lista das empresas que receberam carta-convite no processo de licitação referente ao conjunto Narandiba C.

Já Enio Tatto  questionou a razão pela qual o ex-prefeito de Narandiba foi convocado pela CPI, uma vez que ele não aparece citado nas investigações da Polícia Civil e do Ministério Público.

Segundo Tatto, no esquema da chamada “máfia das casinhas”, os prefeitos têm um papel secundário, já que sua atuação e o poder de fiscalização são muito limitados. Quem operaria o esquema, de fato, seriam representantes da CDHU e as empreiteiras responsáveis pelo gerenciamento e fiscalização das obras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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