Exposta dificuldade em lidar com o PCC

15/10/2013

Governo Alckmin

Exposta dificuldade de Alckmin em lidar com o PCC

O Ministério Público diz que o PCC tem mais de 11 mil membros no Brasil, no Paraguai e na Bolívia. Do total, 7.800 estariam em São Paulo, 1.800 fora das cadeias. A facção movimentaria cerca de R$ 120 milhões por ano.

Diante da denúncia do MP, o governador Geraldo Alckmin demonstra dar crédito à denúncia, mas até pouco tempo, o governo Alckmin dizia que o PCC se resumia a 30 chefes presos.
Esta nova postura de Alckmin expõe a dificuldade histórica do governo com o tema.

No mesmo 2011, um relatório de 245 páginas intitulado “São Paulo sob Achaque” listava todas as falhas do Estado naquela que ficou conhecida como a maior crise de segurança da história de São Paulo: a onda de ataques do PCC em maio de 2006 que resultou no assassinato de 43 agentes públicos, e os indícios da reação de PMs encapuzados com até 122 execuções.

O documento, feito por pesquisadores da ONG Justiça Global e da Clínica de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard (EUA), já classificava como “inaceitável” a inexistência de pelo menos um relatório oficial e abrangente detalhando os episódios de maio de 2006.

Ainda mais eloquente foi a postura do próprio Alckmin, ainda em 2006, quando a documentarista de uma rede americana o questionou sobre o tema. “Esse é um assunto do governo do Estado de São Paulo, era bom perguntar às autoridades do governo”, disse ele, recém-afastado do cargo para disputar a Presidência naquela eleição.

*com informações do jornal Folha de S. Paulo

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