Falta de investimento no transporte público em Sorocaba é criticada em debate

25/06/2012

Mobilidade urbana

Por iniciativa da Liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, com apoio do deputado Hamilton Pereira e do Sindicato dos Condutores de Sorocaba e Região, aconteceu na última quinta-feira (21/6) um debate que discutiu os desafios da mobilidade urbana na cidade. A falta de investimento no transporte público foi criticada durante o encontro.

A mesa foi composta pelo deputado Hamilton Pereira, mediador do encontro, pelo Secretário Geral do Sindicato dos Condutores, Gileno dos Santos, e pela engenheira civil, especializada em Urbanismo e Mestre em Transportes e Trânsito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Cristina Baddini.

Motorista de ônibus em Sorocaba, Gileno dos Santos abriu o debate falando das lutas do Sindicato em busca de melhores condições de trabalho. “Pensar em transporte não é apenas pensar no veículo, mas também nas vias públicas, no trabalhador e, principalmente, na população”, afirmou.

O deputado Hamilton Pereira disse que é notável em Sorocaba a preferência pela utilização de veículos particulares, o que, juntamente com a falta de planejamento, tem dificultado a fluidez no sistema viário, transtornando toda a população. “São 70 novos automóveis rodando em Sorocaba por dia, a cidade em horários de pico tem parado”, afirmou.

Cristina Baddini explicou que as políticas públicas priorizam a indústria automobilística, porém, o automóvel não é o tipo de veículo que transporta o maior número de pessoas. “Se viabilizamos um transporte público com conforto, rapidez e tarifa mais barata, o cidadão será incentivado a deixar seu veículo em casa em viagens cotidianas, como trabalho e estudos”, esclareceu.

A criação de faixas exclusivas de ônibus foi um das formas de desafogar o trânsito nas cidades destacada por Cristina. “Uma das grandes questões em Sorocaba é que se você não tirar o ônibus das vias, não está priorizando o transporte público”, afirmou defendendo as faixas específicas para ônibus. A Urbes divulgou recentemente que as ruas Hermelino Matarazzo e Comendador Oeterer receberão faixas exclusivas para ônibus, mas não informou quando isso ocorrerá.

Para Cristina, com a lei da mobilidade urbana (nº 12.587/12), aprovada em abril deste ano, haverá mais pressão sobre o poder público para buscar soluções para o transporte. “Com essa lei, a prioridade deve ser dada ao transporte público, às calçadas, ciclovias e integração do automóvel a um sistema de mobilidade sustentável”.

Segundo a engenheira, outro ponto importante dessa nova lei, é a exigência de que os municípios com mais de 20 mil habitantes elaborem planos de mobilidade urbana em até três anos, que devem ser integrados aos planos diretores. O evento não contou com a representação de ninguém da Emplasa ou da Via Oeste.

Essa atividade fez parte do ciclo de debates sobre Mobilidade Urbana realizado no estado São Paulo com o apoio da Liderança do PT no Estado. O primeiro ocorreu em 28/05, na Assembleia, quando um diagnóstico realizado pela bancada petista apontou por um lado, “que não há prioridade do Governo do Estado para a mobilidade urbana e, por outro, falta capacidade de planejamento, gestão e execução dos tucanos nas obras”.

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