Febem leva ao sistema prisional ou ao cemitério.

12/05/2006 09:50:00

Na reunião Ítalo Cardoso apresentou o relatório da V Conferência de Direitos Humanos, realizada em dezembro de 2005, e ao comentar a respeito do documento salientou que o relatório foi elaborado por uma subcomissão composta por representantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia de São Paulo do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – CONDEP, e da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

O relatório traz quatro linhas-mestras da V Conferência de Direitos Humanos: uma reflexão sobre os Direitos Humanos no Estado de São Paulo, o papel do Estado e da sociedade civil na promoção da democracia e dos Direitos Humanos; a avaliação das políticas públicas na promoção dos Direitos Humanos e o cumprimento dos compromissos internacionais; a proposição de novas diretrizes com prazos estabelecidos para o cumprimento e a renovação dos compromissos entre setores da sociedade e o Estado com o monitoramento do Programa Estadual de Direitos Humanos.

A presidente da Amar – Associação de Mães e Amigos da Criança e Adolescente em Situação de Risco, Conceição Paganelli defendeu que as entidades de Direitos Humanos precisam aumentar sua atuação. Paganelli salientou que em janeiro de 2005 denunciou um espancamento na Febem, e que a partir daí não teve paz, sendo ameaçada de diversas formas. Paganelli disse ainda que nos últimos dois anos morreram 27 pessoas em inúmeras rebeliões ocorridas na Febem, que os jovens em situação de risco permanente “que precisaram do Estado nestes últimos dez anos, tiveram três endereços à Febem, o sistema prisional e o cemitério.”

Italo Cardoso destacou que “Paganeli tem sofrido ameaças de morte e que o Estado tenta ainda calar com ações na justiça a voz desta militante dos direitos humanos, que atua de forma exemplar na Febem denunciando injustiças e maus tratos que são comuns na organização”. Cardoso destacou ainda que não estão tentando calar apenas a militante, mas o movimento de direitos humanos que luta contra as injustiças na Febem. Renato Simões, apontou que o “Estado não consegue corrigir os desmandos da Febem e que lutadores sociais como Conceição Paganelli, que trazem a tona o caos que existe na Febem, são perseguidas pelo governo do Estado de São Paulo”.

Click abaixo e faça o download do Relatório da V Conferência de Direitos Humanos do Estado de São Paulo

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