Felício apresenta avaliação do governo Alckmin em Seminário do Diretório Municipal

02/04/2008 17:00:00

Eleições 2008

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Coube ao deputado, líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, a apresentação de avaliação do governo Geraldo Alckmin. Roberto Felício mostrou através de números que o ex-governador tucano, responsável pelo Programa Estadual de Desestatização, se desfez de patrimônio público na ordem de R$ 77 bilhões, mas deixou dívida pública na casa dos R$ 140 bilhões. Afora isso, retirou recursos dos programas sociais previstos no Orçamento, determinou o fechamento de 120 escolas estaduais, que é o “governador dos pedágios”, já que efetuou a concessão das rodovias estaduais, permitindo a cobrança abusiva de pedágios.

Segundo o deputado Felício também é “obra de Alckmin” o impedimento de instalação de 67 CPI´s na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, que não permitiram a investigação sobre as cerca de mil irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado, sobretudo os escândalos da Nossa Caixa , CDHU, Rodoanel, Calha do Tietê, crises na Febem e Segurança Pública, entre tantas outras.

Felício lembrou que é de triste memória o descontrole do governo Geraldo Alckmin na área de Segurança Pública, período em que os presos ligados ao PCC comandaram ações de dentro dos presídios. O mais grave episódio ocorreu em 2006, quando o grupo passou a efetuar ataques fora das penitenciárias que resultaram na morte de policiais militares, guardas civis, vigilantes particulares, agentes prisionais, entre outros.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública divulgados na época, houve ataques a agências bancárias, revendedoras de veículos, supermercados, lojas, casas de policias militares, entre outros. As ações ocorreram, em São Paulo, Santos, Guarujá, Praia Grande, Santa Isabel, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Osasco, Guarulhos, Mauá, Taubaté, Embu, Taboão da Serra e Pindamonhangaba. Entre 2001 a 2005, o Governo Alckmin deixou de aplicar mais de R$ 600 milhões em recursos próprios na Segurança Pública.

Também na Educação e Saúde, deixaram de ser aplicados recursos da ordem de R$ 6,7 bilhões entre 2001 e 2005, levando professores, pais e alunos a fazerem “caixinha” para garantir equipamentos básicos dentro da sala de aula e escolas técnicas. Alckmin gastou apenas 3,6% em média do orçamento durante o período 2001/2004, prejudicando principalmente os programas sociais, que somente em 2005 deixaram de receber investimentos da ordem de R$ 106 milhões.

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