Funcionários da Saúde podem iniciar greve nesta quarta-feira

30/03/2010 17:07:00

Protesto

 

Os trabalhadores da Saúde podem deflagrar greve a partir desta quarta-feira (31/03). A categoria vai realizar assembleia a partir das 10 da manhã, em frente à Secretaria da Saúde, no Metrô Clínicas. Sem reajustes e sem negociação à vista, os profissionais do setor já realizaram 48 horas de paralisação, na semana passada.

No mesmo horário, os médicos e funcionários do Iamspe – Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual – fazem Ato Público em frente ao prédio da Administração do Instituto, na Avenida Ibirapuera, e, em seguida, juntam-se à manifestação convocada pelo SindSaúde.

As principais reivindicações do setor são:

– 40% de aumento salarial para reposição de perdas;

– Votação do projeto de reestruturação da carreira da saúde, conforme acordo

negociado com o SindSaúde-SP em 2009;

– Jornada de 30 horas para todos os trabalhadores da saúde;

– Valor do Prêmio de Incentivo igual para todos;

– Implantação das COMSATs – Comissões de Saúde do Trabalhador – em todas as unidades de saúde e implementação das orientações deliberadas pelas Comsats já atuantes;

– Implementação das diretrizes do SUS no Estado, com atendimento da

população em todas as suas necessidades (de curativos à cirurgia de

alta complexidade, sem restrições);

– Fim das Organizações Sociais de Saúde (OSSs) e retorno das unidades e serviços terceirizados para a administração direta no Estado e

– Aumento do vale-refeição dos atuais R$ 4,00 (desde 2000) para R$ 14,00.

Almoço de protesto

Depois da assembleia, o SindSaúde e outras 42 entidades do funcionalismo público estadual reúnem-se no vão livre do MASP para promover um almoço, já apelidado pelos organizadores de ‘almoço de gala’. Os trabalhadores serão convidados para almoçar com apenas R$ 4,00, que é o valor que a maioria dos funcionários públicos estaduais recebe como tíquete-refeição desde 2000.

A refeição mais popular, que é o chamado prato feito, custa em média R$ 8,30 nos bairros onde o preço é menor na capital, como São Miguel, Itaim Paulista e Itaquera, segundo pesquisa no site da empresa Ticket. Ou seja, mais do que o dobro do tíquete fornecido para os servidores. Mas, segundo o mesmo site, o trabalhador paulista gasta para almoçar, em média, R$ 20,00.

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