Funcionários do ITESP entram em greve por reposição salarial

04/08/2010 16:28:00

Greve

 

 

 

Os funcionários da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da Silva” (ITESP), órgão da Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, entregaram hoje (04/08), aos deputados da Assembleia Legislativa, carta em que pedem apoio nas negociações com a Secretaria para reposição das perdas salariais, que já chegam a 43%.

Em greve desde a última segunda-feira (02/08), os funcionários garantem que todas as tentativas de negociação com o governo do Estado foram fracassadas. De acordo com o presidente da Associação dos Funcionários da Fundação ITESP, Otávio Falcão, em 2006 chegou a ser negociado um plano de reposição de perdas com o governo Cláudio Lembo, mas que foi ignorado nos anos seguintes pelo governo Serra.

“Sabemos que o governo atual não teria nenhuma dificuldade para atender ao nosso pleito, pois o volume de recursos do orçamento estadual destinado ao pagamento de pessoal está longe de atingir o limite prudencial, além dos frequentes registros de excesso de arrecadação”, afirmou Falcão.

Os deputados da Bancada do PT manifestaram em plenário seu apoio aos funcionários em greve. O deputado Enio Tatto leu a Carta Aberta à População assinada pela Associação dos Funcionários e acrescentou: “A adesão é de 90%, uma prova do quanto é justa a reivindicação de reajuste salarial, de valorização e recuperação do ITESP”.

Em junho passado, o líder da Bancada do PT, deputado Antonio Mentor, apresentou moção de apelo ao governador Alberto Goldman para que tomasse providências com relação ao assunto.

“Essa moção considera os enormes prejuízos que este arrocho salarial tem provocado aos trabalhadores da Fundação ITESP, com reflexos diretos na qualidade dos serviços à população, e levando-se em conta a confortável situação orçamentária do Estado”, afirmou na ocasião o deputado Antonio Mentor.

A defasagem salarial tem sido a principal responsável pela saída de muitos técnicos. Nos nove anos de existência da Fundação, 440 funcionários deixaram a instituição, que hoje apresenta um déficit de 114 trabalhadores num quadro total de 729.

Esta redução de funcionários vem acompanhada de uma sobrecarga de trabalho em decorrência da implantação de novos assentamentos, reconhecimento de novas comunidades quilombolas e das parcerias com o Ministério do Desenvolvimento agrário para implementar o Programa Nacional de Crédito Fundiário e o Programa Nacional de Cadastro de Terras e Regularização Fundiária.

 

 

 

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