Fundo de Agricultura é aprovado, mas não garante que defasagem salarial dos pesquisadores será sanada

23/08/2005 18:50:00

O projeto que cria o Fundo Especial de Despesa na Secretaria de Agricultura e Pecuária foi, em 23/08, debatido pela Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembléia, presidida por Beth Sahão. Duarte Nogueira, secretário responsável pela pasta, participou da reunião. Ainda na terça-feira, o projeto foi aprovado em plenário, seguindo para a sanção do governador. Através do Fundo, serão gerenciados os recursos destinados à pesquisa e desenvolvimento regional através da APTA – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios. “A Agência administra seis institutos de pesquisa e 15 pólos regionais para esta função. Os Fundos Especiais de Despesa, já existentes nos pólos, e este a ser criado com o presente projeto, possibilitam a autonomia necessária para o desenvolvimento das pesquisas, que geram produtos e subprodutos, sendo que sua comercialização, além de reverter renda para a instituição, aumenta a produtividade da agricultura paulista”, explicou o secretário. Segundo Duarte Nogueira, ao quadro de 600 pesquisadores que a Secretaria dispunha, outros 382 foram integrados, através de concurso realizado no ano passado.

“Há muitos anos, todo o segmento da agricultura que depende de pesquisa, de inovação tecnológica, espera pela aprovação da matéria, encaminhada pelo Executivo em 2002”, ressaltou Beth. José Zico Prado disse que “não apenas o governo está interessado na votação do projeto, mas todos os que acreditam na pesquisa agropecuária. A Bancada do PT nunca se opôs, mas sempre defendemos nossas emendas, de modo a aperfeiçoar a proposta. Sabemos que o Fundo é importante e a captação de recursos com a transferência tecnológica é válida, mas o Estado tem a obrigação de investir, até porque o retorno demora. Outra questão importante é a salarial, já que os vencimentos dos pesquisadores estão muito defasados.”

Joaquim Adelino de Azevedo Filho, da APTA Oeste Paulista, quantificou a defasagem salarial: “Dos pesquisadores recém-contratados, apenas 10% são apenas graduados. A maior parcela já iniciou o mestrado, mas temos até pós-doutores em nosso quadro, mas o salário inicial liquido é R$ 1.400. Assim, em pouco tempo abandonarão o Estado em busca de um emprego compatível com a qualificação”. Duarte Nogueira reconheceu que a defasagem salarial é relevante e prometeu que “será sanada na medida do possível.” Maria Lúcia Prandi e Simão Pedro também participaram da audiência.

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