Gestão dos recursos da polícia é ineficiente no governo Serra

28/08/2008 16:24:00

Segurança Pública

Crédito:

 

 

Um levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo mostra que as cidades paulistas mais populosas (mais de 300 mil habitantes) e que apresentam maiores índices de homicídios contam com menor número de distritos policiais – DPs.

O governo do Estado não obedece a critérios populacionais ou de número de homicídios. Os municípios de Jundiaí, Sorocaba e Piracicaba, por exemplo, lideram a lista dos municípios com mais delegaciais por 100 mil habitantes, no entanto, no raking das cidades com maior número de homicídios ocupam as 14ª, 13ª e 12ª posições. Já as cidades mais violentas – Guarulhos, Diadema e Guarulhos – estão em 19º, 21º e 20º lugares em números de delegacias por 100 mil habitantes.

Leia abaixo matéria do jornal  O Estado de São Paulo – 28/8/2008

Distribuição de DPs ignora dados de violência

Levantamento feito pelo “Estado” mostra que cidades mais populosas também não contam com mais distritos

 

 

Levantamento feito pelo Estado mostra que a distribuição dos distritos policiais que registram boletins de ocorrência pelas 21 cidades com mais de 300 mil habitantes no Estado não obedece a critérios populacionais ou de números de homicídios. Jundiaí, Sorocaba e Piracicaba, que lideram a lista dos municípios com mais delegacias por 100 mil habitantes, ocupam apenas os 14º, 13º e 12º lugares entre as cidades com os maiores índices de homicídios por ano.

São justamente as que têm o menor número de delegacias por habitantes – até quatro vezes menos do que as mais bem servidas – que registram os índices mais elevados de homicídios. Esse é o caso de Guarulhos, Diadema e Itaquaquecetuba, que ocupam os primeiros lugares – nessa ordem – entre as mais violentas, mas são as 19º, 21º e 20ª no ranking das delegacias.

O que o delegado-geral quer é fazer os recursos da Polícia Civil serem aplicados onde são mais necessários. Projeto semelhante foi adotado pela Polícia Militar de São Paulo em 2004 e 2005, durante os comandos dos coronéis Alberto Rodrigues e Eliseu Eclair. Para se decidir quem ganharia mais policiais e quem perderia, os comandantes da Polícia Militar usaram 13 variáveis, que iam desde os índices de criminalidade de cada região até a quantidade da população flutuante ou o número de manifestações sociais.

TÉCNICOS

“Pela primeira vez usamos critérios técnicos para repartir os efetivos, pois sempre tivemos distribuições políticas, o que criava distorções , pois, em vez de pôr uma unidade onde era preciso colocar, ela era colocada onde o parlamentar pedia. Enfrentamos resistências enormes, pois ninguém gosta de perder policiais, e os comandantes e o governo precisaram de muita coragem para executar a medida”, afirmou o coronel Paulo Marino Lopes, que trabalhou com os coronéis Rodrigues e Eclair. Guarulhos, que tinha um batalhão da PM, agora tem três. Segundo Marino, a redistribuição foi fator importante para a diminuição da criminalidade no Estado, pois aumentou a eficiência da PM.

A cúpula da Polícia Civil chegou à mesma conclusão. “Para ser eficiente é preciso melhorar a gestão dos recursos”, afirmou o delegado Domingos de Paulo Neto, diretor do Departamento de Inteligência Policial (Dipol). Outros delegados ouvidos pelo Estado citam como exemplo o fato de que DPs que registram até 15 mil boletins por ano têm um número de policiais de plantão igual ao de distritos que têm um movimento até três vezes inferior. Ambos contam, em média, com cinco policiais em suas equipes, que devem registrar BOs e autos de prisão em flagrante, além de comparecer a locais de crimes.

Veja quadro ilustrativo em anexo no final da página

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *