Governador garante a Carlinhos reunião para tratar de demissões em montadoras

12/09/2006 19:50:00

O encontro ocorreu ontem (12/09) no Palácio dos Bandeirantes e decorreu de audiência pública ocorrida na Assembléia Legislativa em 21/06 para tratar exatamente desse problema, que envolve a perda de emprego de até 6 mil funcionários dessas duas montadoras de veículos.

“O governador demonstrou muita sensibilidade com o que está ocorrendo nessas duas montadoras, que têm fábricas instaladas no Estado de São Paulo, e solicitou urgência a sua assessoria no palácio para marcar o mais breve possível um encontro entre as partes envolvidas, de forma a encontrar soluções que beneficiem a todos”, explicou Carlinhos Almeida.

Mauro Bragatto igualmente mostrou satisfação com a postura do governador, que prontamente atendeu as solicitações encaminhadas pela Comissão de Relações do Trabalho, entendendo que esse processo de demisões acaba envolvendo todos os demais setores relacionados na cadeia produtiva, multiplicando por cinco o número de desempregados.

Hoje, os funcionários da General Motors fizeram uma paralisação de duas horas em sua maior fábrica no Brasil, localizada em São José dos Campos (SP), que emprega 9.500 trabalhadores.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, os funcionários do turno da manhã paralisaram a produção da montadora das 6h às 8h para pressionar a montadora a melhorar sua proposta de reajuste salarial.
Após quatro rodadas de negociação, a empresa ofereceu ontem um reajuste de 4,19% (aumento real de 1,3%) mais um abono de R$ 650, proposta que foi considerada pelo sindicato. Os funcionários, que têm data-base neste mês, reivindicam reajuste de 13,8%.

Já a Volkswagen apresentou na última segunda-feira (11/09) nova proposta de reestruturação aos trabalhadores da fábrica Anchieta, em São Bernardo. De acordo com informação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a proposta será colocada em votação durante assembléia marcada para esta quinta-feira (14/09). A nova proposta prevê que o processo de desligamento de 3.600 funcionários deverá ocorrer em três anos, por meio de planos de demissão voluntária (PDV). E pode ser prolongado até 2010, dependendo da demanda do mercado. No caso de a meta dos planos de demissão não ser atingida, segundo a proposta, a fábrica poderá indicar os desligados.

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