Governistas querem encerrar trabalhos sem investigação

28/10/2009 17:26:00

CPI da CDHU

 

A CPI da CDHU ouviu nesta quarta-feira (28/10) o engenheiro civil da Prefeitura de Pirapozinho, João Degair Favaretto, e o funcionário da Prefeitura, Dejair Bistaffa.

Empenhados em não prosseguir as investigações, os deputados da base de apoio ao Governador José Serra tentam encerrar os trabalhos da Comissão, iniciados em junho. Hoje foram apreciados e rejeitados dois pedidos de prorrogação da CPI: um do PT, para prorrogação por 60 dias, e outro dos deputados governistas, para mais 15 dias de trabalhos.

A Comissão aprovou e ainda não encaminhou seis requerimentos de convocação de suspeitos de envolvimento na Máfia das Casinhas, um pedido de informação à Delegacia Seccional de Presidente Prudente e um convite de depoimento ao presidente da CDHU, Lair Krahenbuhl. 

O trabalho de investigação dos deputados petistas Antonio Mentor e Enio Tatto esbarra na falta de vontade política da maioria governista, empenhada em não apurar as irregularidades cometidas em contratos e obras da CDHU durante o governo Serra e os demais governos do PSDB no Estado.

Um dos depoentes na reunião desta quarta-feira, o engenheiro João Degair Favaretto, disse à CPI que a empresa que gerenciou as obras em Pirapozinho ganhou contratos em todos os municípios da região.

Favaretto contou também que chegou a alertar os responsáveis pela fiscalização das obras sobre a má qualidade do material utilizado na construção dos conjuntos habitacionais em Pirapozinho, município localizado na região de Presidente Prudente, que deu origem à CPI.

“Era impossível que a CDHU não soubesse do esquema de corrupção”, revelou Degair Favaretto.

A Máfia da CDHU é acusada de ter desviado cerca de R$ 135 milhões dos cofres públicos em fraudes e superfaturamento de obras, entre 2001 e 2007. A próxima reunião da CPI está marcada para o dia 03 de novembro, às 11h00.

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