Governo Alckmin deixou de investir R$ 1,1 bi dos recursos previstos na CPTM

03/06/2015

Greve

Dados do Sigeo- Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária, apontam de 2011 a 2014, o governo Alckmin deixou de investir cerca de R$ 1, 1 bilhão na expansão e modernização da CPTM.

Além da falta de sensibilidade de abrir diálogo e negociações com os servidores públicos estaduais, o governo Alckmin também não se comoveu com os reflexos que a greve provoca na vida dos trabalhadores usuários do sistema ferroviário do Estado.

A categoria tem pleiteado 9,27% de reajuste salarial, mais benefícios, a CPTM, ofereceu 8,25%. Para compor um acordo, o Tribunal Regional do Trabalho propôs 8,50%, no entanto, a companhia não aceitou e os ferroviários aderiram a greve como recurso de pressão e retomada da negociação.

A paralisação inicial dos ferroviários atingiram as atividades nas linhas 07-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira, que ligam respectivamente os trechos entre as estações: Luz à Francisco Morato com extensão até Jundiaí; Brás ao Rio Grande da Serra; Luz até Guaianazes e Brás a Calmon Viana. O Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana, que responde pelas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, optou em não aderir à paralisação.

No meio da tarde, desta quarta- feira, os funcionários das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa decidiram em assembleia retornar ao trabalho. Entretanto, eles continuam em estado de greve até dia 11/06, quando haverá nova assembleia para negociação salarial.

Protestos da população

Pela manhã passageiros revoltados com a falta de opção de mobilidade participaram de protestos que resultou na depredação da estação Francisco Morato, que fica na Região Metropolitana de São Paulo. A Polícia Militar, atirou bombas de efeito moral na população, que sofria com a falta de transporte público e informação.

Notícias divulgadas pela imprensa dão conta que a CPTM não acionou um plano de emergência para oferecer alternativas de transportes à população diante da greve do sistema ferroviário.

Equiparação salarial

Em declarações à imprensa o secretário geral do Sindicato Central do Brasil Leonildo Canabrava, explicou que a paralisação da categoria nas linhas 11 e 12 da CPTM, são pautadas nas revindicações de melhores condições de trabalho, aumento salarial de 9,29% e equiparação dos benefícios do Metrô.

Leonildo apontou as similaridades das funções entre os trabalhadores da CPTM e do Metrô, que são regidos pelo mesmo governo, subordinados à mesma secretaria, mas os metroviários recebem o dobro dos benefícios em relação aos servidores da CPTM.

Devios e impunidade

Desde 2008 a Bancada do PT na Assembleia Legislativa tem denunciado à autoridades os desvios de bilhões dos cofres públicos em todas as gestões dos governos do PSDB, no comando do Estado.

Ao longo deste período a Bancada dos deputados estaduais do PT, fizeram cerca de 15 representações aos Ministérios Público Federal e Estadual, denunciado fraudes nas licitações do Metrô e da CPTM.

O esquema de corrupção consistiu em lavagem de dinheiro, pagamento de propinas a autoridades públicas e prorrogações ilegais de contratos, tudo isso, com a participação de empresas multinacionais Alstom e Siemens que compuseram o cartel e burlavam as concorrências e combinavam esquemas de consultorias forjadas, tudo isso, em conluio com funcionários do primeiro escalão, do governo tucano estadual.

Falta de investimentos

Além dos problemas apontados pelos trabalhadores a CPTM é recordista de falhas e panes, que afetam diariamente a população da Região Metropolitana de São Paulo, usuária do sistema.

Um dos problemas é o sistema obsoleto de distribuição de energias, responsável pelo funcionamento das composições, além da falta de investimentos na modernização dos trens e do sistema operacional.

No ano de 2014, o governo Alckmin deixou de investir R$ 347 milhões, dos R$ 1,1 bilhão previsto para ser aplicados na empresa.

Se considerarmos os recursos previstos desde o início da gestão do governador Geraldo Alckmin, de 2011 a 2014, quase R$ 1 bilhão não foram executados. (rm)

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