Governo corta benefício de aposentados da Sabesp

05/05/2011 16:22:00

Aposentadoria

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Durante 30 anos, Ronaldo Lima Gouveia trabalhou na Sabesp. Ele faz parte de um grupo de funcionários públicos que migraram de outros órgãos para a companhia. Em 1974, o então governador Franco Montoro editou lei que garantiu a esses trabalhadores complemento salarial. Mas no último dia 14 de abril, Ronaldo recebeu em sua casa um telegrama emitido pela Sabesp, com a informação de que o benefício de complementação de sua aposentadoria/pensão estava suspenso.   

Com voz embargada, o sr. Ronaldo, agora aos 63 anos, cobrou uma solução ao líder do governo deputado Samuel Moreira, numa reunião ocorrida na manhã desta quinta-feira (5/5), na Assembleia Legislativa, após protesto dos trabalhadores em frente do Legislativo estadual. “Nós queremos uma solução contra esta investida do governo, que nos assombra desde 2004. Alguns companheiros passaram mal ao receber o telegrama” narrou. 

Durante a reunião, o líder da Bancada do PT, deputado Enio Tatto, solidarizou-se com os aposentados e sugeriu que formassem uma comissão para serem recebidos pelo Colégio de Líderes e reivindicou ao deputado Samuel Moreira que intercedesse para que o secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, que tinha uma agenda com os deputados do PSDB, também na Assembleia Legislativa, recebessem os aposentados. “Falta ao governo sensibilidade, uma pessoa que trabalhou por mais de 30 anos, ser informada por um telegrama que teve corte na sua aposentadoria, é um desrespeito.Temos que construir uma alternativa e vamos buscar o diálogo”, ponderou o líder petista.              

Na mesma condição do sr. Ronaldo, há em média 430 funcionários da unidade da Baixada Santista da Sabesp que tiveram cerca de 35% dos seus vencimentos cortados. Destes, 260 tiveram os benefícios suspensos; outros 170 parcialmente cortados. Segundo o Sindicato a Sabesp, há cerca de 4.500 funcionários aposentados nesta condição.

O governista Samuel Moreira propôs aos participantes a construção de um cronograma de negociação, com secretários da Casa Civil, Sidney Beraldo, e Andrea Calabi, da Fazenda, para resolver a questão.

Moreira, ainda, justificou a ação do governo como o cumprimento de uma ação judicial movida pela Procuradoria Geral do Estado junto ao Tribunal Regional do Trabalho.  

Também participou da reunião o ex-deputado Nivaldo Santana, que atualmente é vice- presidente da CTB- Central dos Trabalhadores do Brasil, e que se manifestou em defesa dos trabalhadores.

A deputada Telma de Souza, que é da Baixada Santista, protestou em Plenário contra a medida do governo. “Vejo, neste ato, falta de cristandade no coração do governador. Isto não é um equívoco”, destacou.  

 

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