Governo do Estado prometeu acabar com espuma do Tietê, mas ela persiste há décadas

18/07/2013

Só promessas

Há muitos anos são vistas as imagens das espumas – tapete de poluentes – que cobrem o rio Tietê quando ele corta o município de Pirapora do Bom Jesus e ouvidas as incontáveis promessas de despoluir o rio pelos governadores do Estado.

Em 2003, a Sabesp e a Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae) instalaram “chuveirinhos” para diluir a espuma. Os aspersores funcionaram por algum tempo, mas não acabaram com o problema.

O Tietê corta o centro velho de Pirapora e, ao passar pelos vertedouros da barragem da Usina Hidrelétrica do Rasgão, as águas turbilhonam e produzem a espuma.

O prefeito da cidade Gregório Maglio conta que o nível do Tietê está mais baixo, nesta época do no, por causa do tempo seco, o que agrava a poluição. “O rio já chega aqui poluído e nós pagamos a conta.” Na década de 1980, segundo ele, os barcos turísticos faziam passeios pelo rio e a cidade recebia 10 mil turistas todo fim de semana. “Hoje, se vêm 2 ou 3 mil é muito.”

Piora

Um relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostra que o Rio Tietê está mais poluído na região. Enquanto em outras bacias houve diminuição no lançamento de esgotos, no Tietê, de 2011 para 2012, aumentou de 622 para 644 toneladas diárias a carga remanescente de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) – parâmetro usado para quantificar a poluição.

Gastos já superam R$ 3,5 bi

Em mais de duas décadas, o governo do Estado já fez várias promessas de tornar o rio Tietê despoluído. Foram gastos mais de R$ 3,5 bilhões e a promessa anda muito longe de ser cumprida.

A promessa do governador Alckmin agora é de que em 2025 o rio terá até fauna diversificada. Em abril, ele e a diretora-presidenta da Sabesp, Dilma Pena, afirmaram que “em 2020, toda a bacia do Alto Tietê não será rio morto. Terá oxigênio e, portanto, terá vida e peixes de espécies mais resistentes. Em 2025, a parte do rio Tietê na cidade de São Paulo terá uma fauna aquática já mais diversificada”.
No entanto, a diretora-presidenta da Sabesp reconhece que, mesmo no final de 2015, a parte do Tietê que passa pela capital ainda estará poluída. Ela afirma também que a meta é que até o final da década o rio esteja “saudável”.

*com informações do jornal O Estado de S. Paulo e PT Alesp

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