Governo paulista paga mais de R$ 63 mi a empresa ligada ao mensalão do DEM

12/04/2010 15:11:00

Conexão demotucana

 

Desde 2008, a Secretaria Estadual da Saúde já pagou mais de R$ 63 milhões à Hospfar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares, acusada pela Corregedoria Geral da União (CGU) de superfaturamento de preços de medicamentos e suposta fraude em licitações nas gestões de Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (ex-DEM) no Distrito Federal.

O governo paulista, só no primeiro trimestre de 2010, empenhou R$ 5,5 milhões para pagamento da Hospfar. Pelo menos 20 dos 51 contratos foram feitos para cumprimento de decisão judicial, quando o cidadão ganha na Justiça o direito de receber do Estado o medicamento. Três deles foram feitos com dispensa de licitação.

A empresa tem como um de seus sócios Marcelo Reis Perillo, primo do senador Marconi Perillo, do PSDB.

Outro sócio da empresa, Moisés de Oliveira Neto, também aparece como proprietário da Linknet, apontada como uma das principais operadoras do “mensalão do DEM”.

Conexão

Além da Linknet, pelo menos outras duas empresas suspeitas de abastecerem o “mensalão do DEM” no Distrito Federal atuaram em São Paulo: Uni Repro e Serveng Civilsan.

A Uni Repro foi investigada em 2007 dentro da Operação Parasitas da Polícia Civil. A empresa faria parte de um grupo que teria causado um rombo de R$ 100 milhões na área da saúde por meio de fraudes em licitações, superfaturamento de preços e entrega de produtos de má qualidade. A empresa prestou serviços ao Estado de São Paulo de 1999, época do governo Mário Covas, a 2007, início da gestão de José Serra.

A construtora Serveng participou de, ao menos, dois consórcios com contratos no Estado. Um para a realização de obras de melhorias no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e outro para a construção do trecho sul do Rodoanel. Em ambos, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades e suspeita de superfaturamento.

A Serveng também foi um dos principais doadores da campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 2008 – R$ 1,2 milhão. O repasse foi considerado ilegal pela Justiça Eleitoral, que cassou o mandato de Kassab. Ele aguarda no cargo julgamento de recurso.

fonte: Jornal da Tarde

 

 

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