Governo se recusa a negociar com grevistas da Saúde

04/06/2013

Greve

Servidores estaduais da Saúde, em greve há 35 dias, pediram nesta terça-feira (4/6) apoio dos membros da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de São Paulo.

A vice-presidente do SindSaúde, Cleonice Ferreira Ribeiro, afirmou que os grevistas entregaram ao governo do Estado no dia 1º de março (data-base da categoria) a pauta de reivindicações, mas até agora não foram chamados para negociação.

A categoria reivindica reposição de perdas salariais de 32,2%, vale refeição de R$ 26,22 (hoje é de R$ 8), prêmio de incentivo igual para todos e transparência no uso da verba FUNDES (Fundo Estadual de Saúde).

Os deputados Edinho Silva, Gerson Bittencourt, Luiz Moura e Telma de Souza, que também preside a Comissão, reafirmaram o descaso do governo Alckmin com a saúde e defenderam o direito à greve. “A greve se alastra é por falta de capacidade de diálogo do governo. Até os processos de negociação são pautados pela intransigência”, concluiu Bittencourt.

Cleonice afirmou que o atendimento à população já estava prejudicado bem antes da greve, por falta de pessoal de insumos etc. “Só no hospital de Taipas, esse mês, 120 médicos pediram demissão”, afirmou a servidora.

Os deputados também ficaram indignados com o piso salarial da categoria, que hoje é de R$ 242, bem abaixo do salário mínimo.

Os membros da Comissão de Saúde decidiram solicitar ao presidente da Casa, deputado Samuel Moreira, uma audiência pública no plenário principal, com a participação de todos os deputados, para discutir a questão. A deputada Telma de Souza se compremeteu a encaminhar a solicitação ainda nesta terça-feira, no Colégio de Líderes.

Os servidores da Saúde realizam assembleia nesta quarta-feira (5/6), às 10h, em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo.

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