Governo tucano corta 87% dos investimentos do Vale do Ribeira

12/12/2011

Região mais carente do Estado

Governo tucano corta 87% dos investimentos do Vale do Ribeira, a região mais carente do Estado

Das 15 regiões administrativas do Estado de São Paulo, 13 sofreram redução de investimentos em 2011. Sendo que a maior queda ocorreu, justamente, na região de Registro (Vale do Ribeira), considerada a região mais pobre do Estado e que, em agosto último, sofreu com a cheia do Rio Ribeira de Iguape, que deixou quase 15 mil desabrigados.

Mesmo diante desta dura realidade, a comparação da execução do Orçamento do Estado, entre janeiro e outubro de 2011 com o ano anterior, mostra queda dos investimentos* de Geraldo Alckmin para Registro foi de 87,1%, o que significa que deixaram de ser aplicados mais de R$ 27 milhões. Os dados são do Sigeo – Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária.

A região de Registro é formada por 14 municípios (Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Ilha Comprida, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro e Sete Barras), dos quais 13 apresentam baixo nível de riqueza, escolaridade e longevidade, conforme critérios do IPRS – Índice Paulista de Responsabilidade Social.

“Puxada de freio”

A segunda região administrativa que apresenta maior queda é Presidente Prudente (- 72%), seguida pela Baixada Santista (-66,1%). Nestas duas regiões o governo do Estado reduziu os investimentos em R$ 170,5 milhões (R$ 113,9 milhões em Prudente e R$ 56,6 milhões em Santos).

A Região Metropolitana de São Paulo ficou em quarto lugar, com queda de 64,1%. Desta forma, deixaram de ser aplicados R$ 2,9 bilhões frente aos R$ 4,5 bilhões investidos no mesmo período de 2010.

A “puxada de freio” nos investimentos do governador Alckmin prossegue: Franca (-63,9%); Campinas (-58,35); Central ( -55,7%); Barretos (-51,2%); Marília (-29,2%); Ribeirão Preto (-28,8%); Sorocaba (-19,9); e São José do Rio Preto (-9,95).

Em todo o Estado, os cortes somaram R$ 3,5 bilhões, com uma média de 54,9% de redução.

Entre os 32 órgãos estaduais listados, apenas cinco tiveram crescimento positivo, sendo que as secretarias com ações de grande impacto, como Saúde, Educação, Segurança Pública e Transportes Metropolitanos sofreram cortes acima dos 40%. Na secretaria da Educação, o corte nos investimentos é de 77,5% (R$ 96 milhões), na Segurança Pública 62,6 (R$ 121 milhões); na Saúde 47,5% (R$ 186 milhões); e Transportes Metropolitanos 43,6% (R$ 413 milhões).

Apenas as regiões de Bauru e São José dos Campos apresentarem crescimento nos investimentos, com 4,1% e 10,1%, respectivamente. Isto representa pouco mais de R$ 19 milhões.

*A matéria utilizou como base Relatório de execução do Orçamento estadual, entre janeiro e outubro de 2011 comparado ao mesmo período de 2010. Os valores tomaram as diferenças entre os recursos que foram liquidados/realizados conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal

Veja, em anexo, quadro de investimentos.

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