Grife de luxo é denunciada por trabalho escravo

20/08/2013

Direitos humanos

Crédito: PT Alesp

Sede dos mais sofisticados sonhos de consumo, o Estado de São Paulo tem sido também fonte de recorrentes denúncias de exploração e mão de obra, em situações análogas a escravidão.
Desta vez, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (2/8/13) recebeu representante da grife de luxo Le Lis Blane, que pertence ao varejista Restoque, Livinston Bauermeister, empresa que no ano passado faturou R$ 635 milhões.

Segundo investigações do Ministério do Trabalho, cerca de 28 bolivianos, inclusive adolescentes, eram explorados com jornadas extenuantes de 12 a 14 horas de trabalho, pois recebem por produtividade cerca de R$ 4 a R$ 5 por peças.

Diante das informações, a representante do Partido dos Trabalhadores, Beth Sahão, sob protestos sugeriu aos participantes da audiência o boicote às empresas que adotam esta prática: “nós integrantes da Comissão devemos alertar a sociedade que essas empresas confeccionam suas roupas a partir da dor e da exploração do trabalho alheio”.

Plano de autoria

Foi informado que a empresa contratou duas instituições externas e montaram um grupo interno para acompanhar as produções. Nove pontos foram destacados e acordados com o Ministério Público do Trabalho no Termo de Ajustamento de Condutas.

Segundo o representante da.Restoque. Livinston Bauermeister, a empresa está atuando “no vermelho” e afirmou que no que depender da empresa “esta prática está abolida e nunca mais vai acontecer”.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Adriano Diogo, criticou a exploração da mão de obra por parte das empresas e apontou: “estes são escravagistas conscientes e atuantes” e protestou com relação “à falta da verdade das empresas que negam desconhecer a prática de exploração de mão de obra e da atuação análoga a escravidão nas confecção de seus produtos. Se não houver uma ação coercitiva às empresas e aos depoentes, eu não pretendo continuar este tipo de oitiva”.

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