Há dois meses parados funcionários da USP acampam na Cidade Universitária

04/08/2014

Crise nas Universidades

Após dois meses de greve os trabalhadores e sem respostas do governo Alckmin para o impasse, funcionários da USP voltaram a acampar na cidade universitária, em frente ao Centro de Práticas Esportivas, situado no campus Butantã, zona oeste da capital paulista.

O acampamento já havia sido desmontado na manhã desta segunda- feira (04/08), pela Polícia Militar, em cumprimento a reintegração de posse, pleiteada pela reitoria.
Notícias veiculadas pela imprensa dão conta que pelo menos 12 barracas foram montadas no local que deverá receber a feira das profissões da USP, prevista para a próxima quarta- feira. Segundo organizadores do protesto a atividade recebeu no ano passado, cerca de 58 mil pessoas.

O objetivo dos grevistas é a retomada das negociações salariais com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), dirigido pelo atual reitor, Marco Antonio Zago.
O Cruesp diz que as negociações só voltarão em setembro e justifica o congelamento salarial das categorias à crise financeira das universidades estaduais, que gastam quase toda a sua receita com a folha de pagamento salarial. A categoria reivindica 9,78% de aumento, o que foi negado.

Os trabalhadores apontam que além da falta de negociação para o arrocho salarial, a USP tem aplicado o corte de pontos dos funcionários em greve. (rm)

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