Homenagem aos 30 anos de lutas da CUT

29/08/2013

Dia 2

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O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas de Moraes, nesta sexta-feira (23/8) confirmou presença na comemoração pelos 30 anos de fundação da CUT, que será realizada na próxima segunda-feira, dia 2 de setembro, a partir das 10h, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

De iniciativa dos deputados estaduais Hamilton Pereira e Luiz Claudio Marcolino, será realizada Sessão Solene em comemoração aos 30 anos de lutas da CUT – Central Única dos Trabalhados, na segunda-feira (2/9), às 10 horas, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O presidente nacional da Central, Vagner Freitas de Moraes, confirmou presença, assim como o presidente estadual, Adi dos Santos, além de dirigentes e sindicalistas de entidades filiadas à Central em todo o Estado.

Sobre a Fundação da CUT

Em 28 de agosto de 1983, 5.059 delegados, representando 912 entidades – 335 urbanos, 310 rurais, 134 associações pré-sindicais e 99 associações de funcionários públicos, cinco federações, oito entidades nacionais e confederações, homens e mulheres do campo e da cidade, de todas as regiões do País, fundaram a Central Única dos Trabalhadores.

Eles ocuparam o galpão que um dia sediou o maior estúdio cinematográfico brasileiro, o extinto Vera Cruz de Mazzaropi, Anselmo Duarte e companhia.

No ABC paulista, berço do novo sindicalismo, o 1º Conclat (Congresso Nacional da Classe Trabalhadora) deu origem à primeira entidade intersindical e intercategorias em nível nacional construída após o golpe militar de 1964.

Na época, o Brasil enfrentava crise econômica com inflação de 150% e índices manipulados desde anos anteriores; devia mais de US$ 100 bilhões ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

Um mês antes de a CUT ser fundada, houve greve geral em todo o País – como efeito da recessão, apenas nos dois primeiros meses de 1983, a indústria paulista demitiu 47 mil trabalhadores, quase o total das demissões do ano anterior. O brasileiro vivia sob repressão, recessão, desemprego e com salários achatados e corroídos pelos índices inflacionários.

Um cenário que levou o congresso de fundação da CUT a aprovar as lutas pelo fim da Lei de Segurança Nacional e do regime militar, o combate à política econômica do governo (o general João Batista Figueiredo era o presidente da República, à época), contra o desemprego, pela reforma agrária sob controle dos trabalhadores, reajustes trimestrais dos salários e liberdade e autonomia sindical. Lutava também pelo direito à cidadania e contra o autoritarismo dentro e fora dos locais de trabalho, recheados por “olheiros” da ditadura disfarçados de trabalhadores.

Para o primeiro ano de vida da CUT, foi eleita uma coordenação que elegeu como coordenador-geral Jair Meneguelli, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema (hoje Metalúrgicos do ABC), que estava sob intervenção. Somente em 1984, a CUT elegeu uma direção com chapa completa e seu primeiro presidente também foi Meneguelli.

Começaria então a história de uma central que hoje está presente em todos os ramos de atividade econômica do país, com 3. 806 entidades filiadas, 7.847.077 de associados e 23.981.044 trabalhadores/as na base.

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