Indicado por Alckmin é novamente condenado por improbidade

03/02/2011 17:23:00

Tucanadas

No ano passado, Ortiz já havia sido condenado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) pelo mesmo motivo. Apesar disso, ele foi nomeado pelo governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) para comandar a fundação, que tem orçamento de R$ 2,5 bilhões

O presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação do governo paulista, José Bernardo Ortiz, foi mais uma vez condenado pela Justiça por improbidade administrativa devido à contratação de funcionários sem concurso público quando era prefeito de Taubaté (130 km de São Paulo).

A decisão de 2/2 é do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou recurso apresentado por Ortiz contra uma decisão de primeira instância e o condenou a pagar multa equivalente a quatro vezes o valor de seu salário na época em que ocupou a prefeitura pela última vez, entre 2001 e 2004.

No ano passado, Ortiz já havia sido condenado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) pelo mesmo motivo. Apesar disso, ele foi nomeado pelo governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) para comandar a fundação, que tem orçamento de R$ 2,5 bilhões.

Alckmin disse que Ortiz, seu antigo aliado, é “um dos melhores administradores” que conhece. A denúncia contra Ortiz que resultou na condenação de ontem é de 2004.

Ela se refere à contratação, por meio de um processo seletivo simples, de profissionais como auxiliar de topógrafo, escriturário, professor de educação física e monitor de mecânico de autos. Os aprovados foram contratados temporariamente via CLT.

O Ministério Público entendeu que, por se tratarem de funções típicas de cargo de carreira, deveriam ser preenchidas por meio de concurso público e entrou com ação pedindo a anulação do processo e a demissão dos aprovados. O pedido foi acatado pela Justiça.

Em nota, Ortiz disse que a decisão do Tribunal de Justiça se refere a “apenas cinco contratações” para a Prefeitura de Taubaté e que elas “tiveram como único objetivo assegurar a continuidade de serviços essenciais, principalmente nas áreas de saúde e educação”.

Disse ainda que optou pelo contrato temporário com regime da CLT para “não gerar obrigações permanentes ao erário municipal” e que o tribunal “reconheceu não ter havido dolo, má-fé nem prejuízo ao erário público”. Falou ainda que cabe recurso.

fonte: Folha Poder – 3/2/2011

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