Instituído há seis meses por Alckmin, Comitê da Crise da Água ainda não apresentou plano de ação

05/08/2015

Crise da água

Comitê da Crise da Água, instituído há seis meses por Alckmin ainda não apresentou plano de ação

Instituído pelo governador Geraldo Alckmin, há seis meses o Comitê de crise da água, após pressão dos prefeitos da região metropolitana, por conta da crise da falta d´água, ainda não mostrou a que veio e não atingiu nenhum objetivo apresentado em seu lançamento.

Dentre as metas atribuídas ao Comitê estão a elaboração de dois planos, um de contingência e outro de comunicação para informar e orientar a população sobre a situação e medidas a serem adotadas para conter os efeitos da crise da água.

Nada saiu da esfera das intenções. No início do mês passado o governador Alckmin chamou de “papelatório inútil” o plano de contingência cobrado por entidades, especialistas e Ongs, desde o início da crise. A última reunião com todos os integrantes do Comitê ocorreu há cinco meses, em 13 de fevereiro. Desde então, só tem ocorrido reuniões do grupo executivo, composto por sete representantes da Sabesp e coordenado pelo secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga.

De acordo com a ambientalista Malu Ribeiro, da organização não governamental SOS Mata Atlântica, que participa do Comitê de Crise, como representante da sociedade civil, tem havido muitas discussões no grupo executivo, mas não houve avanços na elaboração do plano de contingência.

Segundo reportagem da Rede Brasil Atual, i a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos foi indagada sobre o número de reuniões realizadas e quais as decisões tomadas pelo Comitê de Crise, mas não obteve resposta. A pasta também não apresentou prazo para a publicação do plano de contingência, cobrado por ONGs, movimentos sociais e pelo Ministério Público.

O Decreto 61.111, que instituiu o Comitê excluiu os prefeitos municipais. Apenas os prefeitos de São Paulo e Campinas foram relacionados, mediante convite. Na avaliação da ambientalista Malu Ribeiro para vencer a crise é necessário trabalho integrado. “Falta liderança para conduzir os atores e caminhar junto, em busca de orientação à população e sustentabilidade.”

Ainda de acordo com a integrante da Ong, o governo do Estado tem dado muito destaque para as obras – como as transposições do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira e da represa Billings para o Sistema Alto Tietê –, mas essas são paliativas, com alto custo e com impacto ambiental relevante. “O fato é que as obras dão um fôlego, mas não são a solução completa. É um conjunto de ações que deveria estar ocorrendo e demoramos muito entre a tomada de decisão e a execução.”(rm)

Fonte- com informações da Rede Brasil Atual

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