Interior do Estado vive onda de ataques a caixas eletrônicos

13/06/2016

Violência

O interior do Estado passa por uma onda de violência. Ataques a caixas eletrônicos com o uso de explosivos já deixam dezenas de cidades sem serviços bancários. Moradores são obrigados a se deslocar para centros maiores até para pagar contas. Apenas na região de Sorocaba, nove cidades têm agências fechadas em decorrência dos ataques.

Em Tapiraí, uma agência do Bradesco explodida em março de 2015 com destruição total do prédio não reabriu mais. Os moradores viajavam até Piedade, a 40 km, mas as agências do Banco do Brasil e da Caixa Federal desta cidade também foram explodidas em dezembro. As casas lotéricas e agências dos Correios estão sobrecarregadas e não prestam todos os serviços. No final de novembro, duas agências do Banco do Brasil foram explodidas num mesmo ataque em Pilar do Sul.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Paulo Franco, o governo do Estado precisa reforçar o policiamento nas pequenas cidades do interior, uma vez que elas se tornaram alvos preferenciais dos bandidos – exatamente por não oferecer qualquer resistência policial. “Ao contrário, o governo está sucateando e reduzindo o efetivo da PM”, denuncia Paulo.

Roubo a bancos

O número de roubo a bancos aumentou 19,3% entre janeiro e setembro de 2015 na capital paulista em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 68 casos nos primeiros nove meses deste contra 57 em 2014. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Carlos Damarindo, secretário Jurídico do Sindicato dos Bancários, responsabiliza o governo do estado e os bancos pelo aumento desse tipo de crime. “O governo estadual não investe o suficiente em ações de inteligência para inibir essa modalidade de crime e as instituições financeiras já têm um histórico de descaso com a vida por se negarem a instalar medidas mais eficazes de proteção para clientes e trabalhadores”, afirma Carlos Damarindo.

Dados do Dieese revelam que os cinco maiores bancos (Itaú, BB, Bradesco, Caixa e Santander) tiveram lucros de R$ 60,3 bilhões em 2014. Por outro lado, investiram apenas R$ 3,7 bilhões em segurança, o que representa apenas 6,1% dos seus lucros.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo, G1 e SPBancários

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