Investigado pela PF recebia dados do Metrô e da CPTM

23/09/2013

Propinas

Consultor trocava e-mails com integrante da Secretaria de Transportes de SP. Mensagens de 2006 e 2007 foram entregues a investigadores por ex-secretária de suspeito, que nega irregularidade

O consultor José Fagali Neto, investigado pela Polícia Federal sob a suspeita de ter intermediado o pagamento de propina da multinacional Alstom para políticos tinha um parceiro na cúpula da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do governo paulista, que lhe fornecia dados internos do Metrô e da CPTM.

Em depoimento aos Ministérios Públicos federal e estadual, a ex-secretária de Fagali, Edna Flores, entregou e-mails que comprovam a relação.

À reportagem ao jornal Folha de S. Paulo, Edna disse que o engenheiro Pedro Benvenuto, atual secretário-executivo do conselho gestor de Parcerias Público-Privadas da Secretaria do Planejamento do governo Alckmin, frequentava o escritório de Fagali Neto em 2006 e 2007.

Na época, Benvenuto era coordenador de gestão e planejamento da Secretaria de Transportes Metropolitanos. Metrô e CPTM são empresas ligadas à pasta. Em 2006, Geraldo Alckmin (PSDB) era o governador; o também tucano José Serra assumiu em 2007.

“Ele às vezes usava o meu computador para alterar dados de planilhas de assuntos que ele tinha com o Fagali”, diz Edna. Segundo ela, Fagali mandava-a para o shopping quando executivos da Bombadier iam ao escritório.

O consultor Fagali Neto tinha intimidade com o setor. Seu irmão, José Jorge Fagali, foi gerente financeiro do Metrô em 2006 e presidente da empresa entre 2007 e 2010.

Em razão da suspeita de o consultor ter intermediado propinas da Alstom, o governo da Suíça bloqueou uma conta atribuída a ele, com saldo de US$ 6,5 milhões.

*com informações do jornal Folha de S. Paulo

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