Isolado, Robson Marinho se afasta do TCE

04/06/2014

Propinoduto tucano

Robson Marinho pede licença do Tribunal de Contas

Investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pelo Supremo Tribunal de Justiça, o conselheiro do tribunal de Contas do Estado Robson Marinho optou pelo benefício da licença-prêmio e ficará afastado do cargo por sete dias.
O afastamento se dá em um momento de pressão para Marinho, alvo de uma série de reportagens e denúncias baseadas em documentos enviados pela Justiça Suíça e que mostram sua movimentação financeira em bancos daquele país, que mantinha clandestinamente.

Robson Marinho é suspeito de ter recebido cerca de US$ 2,7 milhões provenientes de propina paga pela multinacional francesa Alstom. Em seu nome estão bloqueados US$ 3 milhões, que segundo apurações dos ministérios públicos brasileiros, podem ter como origem o favorecimento de Marinho em uma decisão referente a contrato da área de energia do governo de São Paulo com a Alstom.
Além da fortuna no exterior, os promotores paulistas encontraram vários imóveis em nome de Marinho aqui no Brasil. Entre eles, uma ilha em Paraty, uma mansão de R$ 7 milhões em Ubatuba, outra no Morumbi e um terreno de 20 mil metros quadrados concedidos por usucapião pela Justiça paulista.

Na semana passada entidades de classe que representam servidores de tribunais de contas pediram o afastamento do conselheiro do Robson Marinho. “No primeiro momento, solicitaremos que a Justiça dê uma decisão liminar que afaste o senhor Robson Marinho do tribunal”, afirmou Amauri Perusso, presidente da Fenastc. Segundo ele, se forem provadas irregularidades na conduta de Marinho nos anos anteriores à sua indicação, a ação pedirá que “o ato de nomeação do conselheiro seja desconstituído”.

Marinho é investigado pelo Ministério Público desde 2008, sob suspeita de ter recebido propina da multinacional francesa Alstom para ajudar a empresa em contratos com o governo do Estado de São Paulo.(RM)

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