Lideranças petistas vão à zona leste em defesa da instalação de campus da Unifesp

29/03/2011 19:10:00

Marco pela Educação

 

O ministro da Educação, Fernando Haddad, e os deputados estaduais Adriano Diogo e Simão Pedro reuniram-se com a população da zona leste no último sábado para discutir os detalhes que devem anteceder à instalação de um campus da Universidade Federal de São Paulo – a Unifesp – na zona leste.

A senadora Marta Suplicy, os deputados federais José Di Filippi e Paulo Teixeira, os vereadores Jamil Murad e Juliana Cardoso, lideranças comunitárias como os padres Rosalvino, Paulo Bezerra, Domingos e Ticão, o reitor da Unifesp, Walter Albertoni, e o subprefeito de Ermelino Matarazzo, Eduardo Camargo, também participaram da reunião.

Os parlamentares petistas vão levar ao prefeito Gilberto Kassab uma reivindicação da população para a desapropriação do terreno de uma fábrica inativa. No terreno, localizado na Avenida Jacu Pêssego, deverá ser construído o novo campus da Unifesp.

Desapropriação

O subprefeito de Ermelino Matarazzo, Eduardo Camargo, disse que “já está sendo feito o levantamento topográfico do terreno e o encaminhamento dos documentos necessários para que, até o final de abril seja decretada a desapropriação da área”, disse.

O reitor da Unifesp, Walter Albertoni, mostrou-se otimista em relação à compra do terreno. “Apesar de a Universidade já estar presente com alguns cursos na região, aguardamos a confirmação do local do campus pela Prefeitura, com a qual temos excelente relacionamento”, destacou Albertoni.

O ministro Fernando Haddad também reafirmou o compromisso de implantação do campus da Unifesp na zona leste e também de investimentos na construção de creches na região, de acordo com a disponibilidade dos terrenos pela Prefeitura.

“Não quero que haja dúvidas sobre a intenção do governo federal em implantar a Universidade Federal na antiga fábrica desativada da Gazarra”, enfatizou Haddad.

O ministro disse ainda que o projeto pedagógico da Unifesp já deve ser iniciado na região, através do diálogo com a população. “Vamos começar a realizar uma análise sócio-econômica, pesquisando as atividades industriais, de serviços e de turismo emergentes e, junto com a comunidade, vamos definir os cursos que atendam às necessidades da população e respeitem a vocação da região”, explicou Fernando Haddad.

Momento histórico

“Esta reunião é um marco pela educação na zona leste de São Paulo”, considera Simão Pedro. A vereadora Juliana Cardoso também destacou a importância do encontro no projeto de implantação da Unifesp na região. “É um momento histórico, já que o Ministério está dialogando com a comunidade para definir a universidade que queremos na região”, disse.

Já a senadora Marta Suplicy destacou em seu pronunciamento a importância de instalação de um equipamento complementar na área escolhida pela comunidade para o campus. “No terreno prometido pela Prefeitura cabe também a instalação de uma escola técnica federal profissionalizante de ensino”, defendeu a senadora.

Para o deputado Adriano Diogo, a luta do PT pela criação de cursos universitários contrasta com a atitude da Universidade de São Paulo, que suspendeu o curso de Obstetrícia no campus leste.

“De um lado, queremos criar cursos universitários e do outro estão acabando. O reitor da USP acatou pedido do Conselho Federal de Enfermagem e encerrou o curso de obstetrícia oferecido na zona leste”, lamentou Adriano Diogo.

A importância de oferecer e manter cursos que atendam os interesses da região foi destacada inúmeras vezes pelos participantes da reunião, realizada no salão da Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Itaquera.

Coordenador do Movimento pela Universidade Federal na Zona Leste, padre Ticão relacionou, com a ajuda do professor Marcos Cézar da Unifesp de Guarulhos, os projetos, trabalhos de pesquisas e os cursos de extensão já em andamento em 16 diferentes áreas da zona leste, que é a mais populosa da capital.

São cursinhos pré-vestibulares, trabalho de prevenção e assistência a dependentes químicos, projetos para a população idosa, para o primeiro emprego aos jovens, um Observatório de Políticas Públicas e outras atividades.

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