Lideranças regionais se unem para defender a Linha 7 – Rubi da CPTM

25/09/2017

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O lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Linha 7 – Rubi da CPTM será realizado nesta terça-feira, 26/9, às 18 horas, no auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa de São Paulo.

A iniciativa do deputado Alencar Santana Braga é resultado de encontro com prefeitos das cinco cidades da região da Mantiqueira e que compõem o Consórcio Intermunicipal dos Municípios da Bacia do Juqueri (CIMBAJU), na região Metropolitana de São Paulo, no qual foram discutidas questões da mobilidade e da ligação entre trilhos entre Jundiaí e a Luz, no Centro da Capital, que atravessa a região.

Superlotação, panes frequentes, atrasos dos trens, estações sucateadas, falta de segurança e de acessibilidade são principais problemas enfrentados cotidianamente pelos usuários da linha, que tem 60,5 km de extensão, a mais longa da CPTM, e 18 estações. A Linha passa pelos municípios de Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, até alcançar Jundiaí, na Aglomeração Urbana de Jundiaí.

A Linha 7 – Rubi opera nos trilhos da histórica ferrovia Santos-Jundiaí, a mais antiga da CPTM, construída e inaugurada no princípio do século passado. Desde a sua construção, ferrovia não recebeu os investimentos necessários à sua modernização e requalificação.

Algumas estações mantêm as características da época de sua construção. Projetadas para atender a população existente há mais de 50 anos, as tecnologias e as especificações para segurança eram outras. Por exemplo, os vãos entre o trem e a plataforma são maiores do que o padrão adotado hoje em todas as linhas. A linha ainda possui trechos com trilhos originais da antiga ferrovia Santos-Jundiaí.

Outro ponto é que a via férrea é compartilhada com o transporte de carga, operado no período noturno. Além do desgaste dos trilhos em função do atrito dos trens com dezenas de vagões que transportam grandes cargas, o uso noturno da linha para o transporte de carga diminui o tempo disponível para sua manutenção.

A tudo isso acrescenta-se o fato de os recursos do governo do Estado serem insuficientes para a modernização e readequação da infraestrutura da linha, não há condições de substituição dos trilhos e dos dormentes, de reforma e recondicionamento ou substituição (que seria ideal), do material rodante dos trens, e que impõem que os trens circulem com velocidade reduzida para evitar acidentes.

Estação de lata
O caso mais drástico é o de Francisco Morato, onde está em funcionamento a “estação de lata”, instalada pela CPTM para servir provisoriamente entre a demolição da antiga estação e a construção da nova. A estação provisória vai completar 7 anos no próximo dia 7 de novembro de 2017 e as obras da nova estação continuam paradas e sem data para funcionamento.

As instalações provisórias não comportam a quantidade de passageiros, cerca de 35 mil, e não apresentam condições de acessibilidade e de segurança adequadas. A transposição dos trilhos é feita por escadas sem condições de acessibilidade para pessoas com deficiência, idosos, gestantes.

As promessas do governador de reformar as estações da linha até 2015 ficaram para trás. As estimativas de investimentos do governo do Estado não se realizaram. Não é à toa que o Indicador de Insatisfação (reclamações/usuários transportados) da Linha 7-Rubi é o maior entre os usuários da CPTM, conforme podemos ver no Balanço Geral do Estado de 2016.

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