Mais de 130 mil pessoas moram em áreas de risco na capital e no litoral

19/01/2011 17:18:00

Chuvas

 

Os trovões que anunciam novas chuvas na tarde desta quarta-feira (19/01) são um sinal de risco para milhares de moradores de áreas consideradas de risco na capital e no litoral paulista. Mapeamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) revela que pelo menos 115 mil pessoas vivem nestas áreas na cidade de São Paulo. Outras 16 mil moram em áreas de risco geológico na Serra do Mar.

São 29 mil imóveis, concentrados principalmente na zona sul da capital, que podem desabar em até um ano. Os bairros do M’Boi Mirim, Capela do Socorro, Campo Limpo e Cidade Ademar são recordistas em áreas que podem não resistir às chuvas de verão.

Ironicamente, as cinco principais propostas urbanísticas da Prefeitura para a capital devem levar cerca de 450 mil pessoas para regiões de várzeas ou nas proximidades de córregos e rios. São as operações urbanas Vila Sônia (zona oeste), Lapa-Brás e Mooca-Vila Carioca (do centro à zona sul), Água Branca (na zona oeste, ocupando parte da operação Lapa-Brás) e Rio Verde-Jacu (zona leste).

Além do adensamento populacional, a falta de investimentos em ações preventivas pode agravar as enchentes e inundações. Levantamento da Bancada do PT na Assembleia sobre a execução orçamentária revela que o Governo do Estado deixou de aplicar, entre 2007 e 2010, R$ 1 milhão na preservação e conservação de várzeas, R$ 2,4 milhões em limpeza de córregos e R$ 21,7 milhões na construção de novos piscinões.

O risco trazido pelas chuvas não é rotina somente na capital. Na Serra do Mar, Cubatão é considerado o município mais vulnerável a deslizamentos.

Já no litoral norte, Caraguatatuba tem um histórico trágico. Bairros que foram devastados por uma forte tempestade, em 1967, estão povoados por novas ocupações. O município tem hoje 19 áreas de risco.

O laudo completo do IPT sobre as áreas de risco em São Paulo deve ser divulgado na próxima semana.

 

 

 

 

 

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