Manifestação suprapartidária reafirma a luta em defesa da Petrobras

08/06/2009 18:55:00

Ato público

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“Antes de tudo, este é um ato de resistência para conter a sanha dos privatistas,  tucanos e demos, que não perdem a oportunidade e quererem entregar as maiores riquezas do país à iniciativa privada”, esclareceu o líder da Bancada da PT, Rui Falcão, na abertura do Ato em Defesa da Petrobras, realizado nesta segunda-feira (8/6) na Assembleia Legislativa de São Paulo. O deputado esclareceu que o ato foi convocado pelo entendimento que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, proposta pela oposição ao governo Lula na Câmara Federal, é uma ameaça ao nosso país, “pois o que está em jogo são os interesses econômicos da descoberta do pré-sal e a definição do marco regulatório do petróleo”, explica Falcão.

Convocado pelas Bancadas do PT na Câmara Federal, Assembleia paulista e Câmara de São Paulo, o ato contou com a participação de representantes das centrais sindicais, sindicalistas, trabalhadores e políticos, numa manifestação suprapartidária. O evento também foi uma convocatória para o grande ato de rua que acontecerá no dia 19 de junho, em frente ao prédio da Petrobras, na Av. Paulista – Capital.

O presidente da Federação Única dos Petroleiros, Antonio Carlos Spis, ressaltou que “o centro da CPI não é bem a Petrobras é a soberania nacional. Defender a empresa é defender o país. E o povo brasileiro precisa ser informado das reais intenções dos que querem privatizar o petróleo brasileiro e se mobilizar, indo às ruas”.

Os deputados federais do PT, Carlos Zarattini e José Genoíno, também explicaram que a CPI quer enfraquecer a empresa e o modelo político do presidente Lula. “É uma disputa política”, justificou Genoíno.

Zarattini falou da importância da exploração do pré-sal: “é a possibilidade do nosso país dar um grande salto social, serão mais de US$ 4 trilhões em recursos que poderão ser utilizados pelo povo brasileiro em educação, saúde, moradia e muito mais. Esses recursos têm que ficar com o povo brasileiro”.

As centrais sindicais CUT, Força Sindical, CGTB e UGT também estiveram representadas. O presidente da CUT-SP, Adi Santos Lima, falou da concepção de Estado dos tucanos. “Os tucanos têm como concepção o Estado mínimo, apesar deste modelo neoliberal apresentar-se falido. Em São Paulo, isso é muito nítido, onde já privatizaram quase tudo e continuam insistindo em entregar a Cesp para a iniciativa privada. Por isso, nossa luta é por manter a Petrobras, mas também todas as empresas públicas que ainda restam, principalmente em São Paulo”, defendeu Adi.

O representante da CGTB, Aparecido Pires, classificou os tucanos como aves de rapina que “só ficam rodando as empresas a espera de uma brecha para entregá-las aos interesses do poder econômico dominante e acabar com a soberania do nosso país”.

Os investimentos da Petrobras de 2009 a 2013, superior a U$S 174 bilhões, devem gerar mais de 1 milhão de novos postos de trabalho.

Projeto político em disputa

Edinho Silva, presidente do PT Estadual, explicou “o que está disputa com a CPI da Petrobras é o projeto político partidário que define para onde vai o Brasil”. Segundo ele, a CPI foi criada exatamente num momento em que a grande agenda nacional é o marco regulatório da exploração do pré-sal. “Ainda não temos a total dimensão do que o pré-sal vai representar. O que sabemos é que isso pode significar um novo modelo de desenvolvimento para o país. Pode significar uma nova perspectiva de vida para o povo brasileiro, para os filhos dos trabalhadores, igualdade de oportunidades”, enfatizou.

Os deputados estaduais do PT, Beth Sahão, Vicente Cândido, Carlinhos Almeida, José Candido, Roberto Felício e Adriano Diogo, também falaram da importância do ato como forma de esclarecer a população sobre os interesses que estão por trás da CPI e como forma de convocar o povo brasileiro para ir às ruas defender a empresa, que é de fato um patrimônio público.

A deputada estadual Beth Sahão destacou o papel e a responsabilidade social da empresa, financiando diversos projetos importantes pelo Brasil, em especial, na área de cultura e meio ambiente.

Vicente Candido, líder da minoria na Assembléia, enfatizou a intenção do governo tucano em privatizar a Petrobras e outras empresas públicas importantes para o desenvolvimento. “Só não venderam a Nossa Caixa para a iniciativa privada porque a legislação impedia e, mesmo assim, repassaram para o Banco do Brasil”. Segundo ele, fazer oposição faz bem e é democrático, mas tem que ser “conseqüente e séria” para não comprometer a sociedade.

O deputados Carlinhos Almeida, deputado estadual, falou da ameaça de privatização da Petrobras no passado e, que essa ação só não foi efetivada pela vitória de Lula por duas vezes. “Essa CPI todos nós sabemos que não é uma iniciativa de fiscalização do executivo. Ela só tem um objetivo, que é enfraquecer a Petrobras e a economia do Brasil nesse momento de crise”. 

Segundo o petista José Candido se os tucanos tivessem ganhado a presidência, a Petrobras já teria sido entregue à iniciativa privada. “Até mesmo nosso Aquífero Guarani seria privatizado”, ressaltou.

Já Roberto Felício destacou que “a CPI é um direito. Mas, esse contexto político é coisa de oposição desocupada que não tem como combater o governo exitoso de Lula. Isso é demonstração do desespero político. Essa CPI pode se constituir num instrumento antinacional”, argumentou.

O deputado Adriano Diogo, que é geólogo, falou sobre a dimensão das reservas do pré-sal e a projeção que isso dará para o Brasil. “Isso muda a configuração nacional de forças. Muda a geopolítica do planeta”.

Participaram do ato: deputados estaduais (pelo PT: Rui Falcão, José Candido, Maria Lúcia Prandi, Vicente Candido, Enio Tatto, Carlinhos Almeida, Roberto Felício e Adriano Diogo; pelo PC do B: Pedro Biargi); deputados federais (pelo PT: Carlos Zarattini e José Genoíno); representantes das centrais sindicais (Adi Santos Lima – CUT; Juruna – Força Sindical; Avelino Garcia – UGT e Aparecido Pires – CGTB); vários sindicatos, entre eles, Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Carlos Alberto Grana; Federação Única dos Petroleiros, Antonio Carlos Spis; Sindicato dos Químicos do ABC, Pedro Lage; Confederação Brasileira do Vestuário, Eunice Cabral. Também estiveram presentes os vereadores da Capital Ítalo Cardoso, José Américo, Francisco Chagas e Alfredinho; o presidente do PT-SP, Edinho Silva; prefeitos e vereadores do interior do Estado e representantes de movimentos sociais.

 

 

 

 

 

 

 

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