Metrô 24h: falta de planejamento do governo tucano traz dificuldade para operação

21/03/2013

Audiência pública

Crédito: PT Alesp

A oferta do sistema de transporte metroviário 24 horas por dia foi debatido em Audiência Pública promovida pelo petista Luiz Claudio Marcolino e a deputada Leci Brandão do PCdo B, na noite de quarta-feira (20/3), na Assembleia legislativa, com a presença de sindicalistas, usuário, lideranças de movimentos sociais, entre outros.

Logo no início dos debates, Marcolino autor de Projeto de Lei que institui a operação do Metrô por 24 horas em todos os dias, informou aos presentes sobre a demanda apresentada pelos trabalhadores nos setor financeiro, comércio, bares, restaurantes entre outros setores. O parlamentar apresentou ainda estudo que mostra o crescimento da arrecadação do ICMS e as liberações de empréstimo junto á instituições financeiras nacionais e internacionais, autorizadas pela Assembleia Legislativa, num total de R$16 bilhões, para investimentos no Metrô.

Marcolino informou que fez uma indicação ao governo para que, enquanto isso não seja possível, que a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) disponibilize linhas que cubram o trajeto dos trens.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, disse que transporte e mobilidade são as principais demandas da categoria para melhorar a qualidade de vida, segundo estudos feitos pela entidade. “O Estado tem obrigação de gerar políticas públicas para melhorar a vida dos trabalhadores”, cobrou.

Para o secretário de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Ciro Moraes, “o projeto (de Marcolino) é muito bom, desde que tivéssemos mais linhas, mais trens e mais funcionários”, observou.

Já o metroviário Onofre Gonçalves de Jesus, presidente da Confederação dos Trabalhadores do Brasil, depois de elogiar a iniciativa de Leci e de Marcolino de abrir o diálogo com a sociedade sobre o tema, falou de sua experiência na companhia. Segundo ele, é fato a intensidade dos trabalhos de manutenção no sistema, mas, “a manutenção realizada nos fins de semana é muito leve, e poderia esperar até segunda-feira.” Na avaliação de Onofre, o funcionamento do Metrô 24 horas nos fins de semana é uma maneira de introduzir a dinâmica de funcionamento proposta por Marcolino.

Apesar dos apelos da sociedade e dos representantes sindicais, o presidente do Metrô, Peter Walker, e o secretário dos Transportes Metropolitanos do governo de São Paulo, Jurandir Fernandes, não compareceram à audiência pública, que contou apenas com a participação do gerente de manutenção do Metrô de São Paulo, Milton Joia, os trens urbanos da quarta maior metrópole do mundo nunca funcionarão 24 horas. Segundo ele, o intervalo de paralisação total do sistema, de 3 horas e 30 minutos, é equivalente aos melhores sistemas metroviários do mundo: Tóquio e Seul. Conforme Joia, o único metrô 24 horas do mundo é o de Nova York, cuja rede permite o transporte dos passageiros aos principais destinos mesmo com o desligamento parcial de trechos para a manutenção.

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