Ministra Matilde participa de debate na Alesp

22/11/2006 17:50:00

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Ministra Matilde Ribeiro

Nesta semana a Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Matilde Ribeiro esteve na Assembléia Legislativa paulista participando do debate sobre a Semana Nacional da Consciência Negra com os deputados Renato Simões (PT) e Nivaldo Santana (PCdoB) da Comissão de Direitos Humanos.
O programa apresentado pela AL TV, já gravado, também conta com a participação do historiador e advogado César Vieira, do Teatro Popular União e Olho Vivo, que está em cartaz com a história de João Candido e da revolta da chibata.

No debate realizado no auditório Franco Montoro, a ministra e os convidados falaram das políticas públicas do governo Lula em relação à igualdade racial e defenderam que os heróis e personagens negros da nossa história, como Zumbi e João Cãndido tenham mais espaço no cotidiano de nossa sociedade.
Para a ministra, a história oficial do Brasil coloca em segundo plano os nossos personagens negros. “O reflexo disso, é sem dúvida, a condição dos negros hoje no Brasil com salários menores e distanciamento social entre os brancos e negros.”, salienta a ministra.
Matilde diz ainda que para presidente Lula as políticas públicas de seu governo são feitas para os mais necessitados do país, assim como programas específicos para os negros como Brasil Quilombola.
Os deputados Renato Simões e Nivaldo Santana falam da discriminação política, econômica e ação policial contra os negros. Simões lembra a morte do dentista negro, por ser confundido com um bandido. Para Simões é necessário uma melhor formação de PMs sobre a questão da igualdade racial em nosso estado.
Ainda sobre a semana da consciência negra, Nivaldo Santana lembrou a música que fala de João Cândido, O Almirante Negro, mestre salas dos mares e que a sociedade brasileira pouco sabe dele. Para o historiador César Vieira, Carlos Mariguela (também negro) homenageou João Candido, com a poesia em que diz que Mariguela é como corte de cana. “Me corte, que eu nasço sempre”.

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