Moita e Padula prestam depoimento à CPI da Máfia da Merenda

04/10/2016

CPI da Máfia da Merenda

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Suspeitos no escândalo do roubo da Merenda, Moita e Padula depõe em 05/10 à CPI

Suspeitos no escândalo do roubo da Merenda, Moita e Padula, ambos ex- chefes de gabinete da gestão Alckmin, vão depor amanhã na CPI da Máfia da Merenda

Nesta quarta- feira, 05 de outubro, a CPI da Máfia da Merenda que está em curso na Assembleia Legislativa de SP, a partir da 9h, fará oitiva dos integrantes do governo Alckmin, o ex- chefe da Casa Civil Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”. Outro da lista é Fernando Padula, ex- chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação e Dione Di Pietro, funcionária da mesma secretaria.
Padula e Moita foram alvos da Operação Alba Branca – investigação sobre esquema de fraudes em licitações da merenda escolar que teria se infiltrado na Secretaria Estadual de Educação do Estado e também em pelo menos 22 prefeituras paulistas.

Braço direito do então secretário da Casa Civil Edson Aparecido, Moita, foi flagrado em escutas telefônicas dizendo a interlocutores “tô no Palácio”; nas conversas Moita trata com integrantes da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), como Cássio Chebabi, acusado de fraudar licitações e superfaturar produtos agrícolas e suco de laranja destinados à merenda das escolas públicas estaduais e prefeituras.

O presidente da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), Cássio Chebabi, delatou à polícia e ao Ministério Público que as propinas pagas eram equivalentes a 10% sobre o valor dos contratos.

Um dia antes de a Operação Alba Branca ser divulgada, Moita, então chefe da Casa Civil que ficava na antessala do governador Geraldo Alckmin, foi afastado, o que gerou suspeita de vazamento da investigação que estava em curso.

Outro personagem de destaque é o ex- chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação Paulo Fernando Padula Novaes, ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação do Estado, que esteve sob investigação da Operação Alba Branca – ação integrada da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual para combate à máfia da merenda escolar.
Grampos da Alba Branca indicam que Padula era chamado de ‘nosso homem’ por Luiz Roberto dos Santos, o ‘Moita’, ex-chefe da Casa Civil de Alckmin, que é suspeito de ser operador do esquema. Ambos tiveram sigilo fiscal e bancário quebrados por ordem do Tribunal de Justiça por suspeita de atuarem na Máfia da Merenda junto à Secretaria Estadual de Educação.

Em abril deste ano o governador Geraldo Alckmin nomeou Fernando Padula para cargo de coordenador do Arquivo Público de São Paulo.
Já Dione Di Pietro era ligada à Secretaria Estadual de Educação e responsável para elaboração de editais para a compra da merenda.

Rosário Mendez

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