Moradores manifestam receio dos impactos do Rodoanel

10/06/2011 16:29:00

Rodoanel Norte

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Incerteza e medo, estes foram os sentimentos predominantes expressados pelos moradores do Conjunto Veloso e Cidade Serôdio, ambos situados na periferia de Guarulhos, que sofrerão impactos com as obras do Trecho Norte do Rodoanel.

Reunidos no Circo Escola, na noite de quinta-feira (9/6), os moradores, apoiados por cinco Comitês de acompanhamento das negociações para mudanças no traçado do Rodoanel, participaram das discussões com representantes da Dersa, vereadores, representantes da prefeitura de Guarulhos, assessores da Bancada do PT na Assembleia Legislativa.

A área onde atualmente moram aproximadamente 1,200 famílias, abriga o conjunto residencial Aroldo Veloso, da década de 70, tido como destaque arquitetônico, que também poderá ser atingido pela rodovia estadual.

Os impactos na qualidade de vida, o valor das indenizações, as alterações no trânsito, os impactos ambientais, como serão indenizados as propriedades que sediam igrejas, comércios, oficinas mecânicas, entre outros empreendimentos e a possível segregação do bairro, com as intervenções urbanas no local, foram dúvidas mais prementes colocadas pelos moradores.

Mediado pela vereadora do PCdo B, Luíza Cordeiro, o debate foi permeado por protestos, constantes questionamentos e manifestações de receios quanto ao futuro das famílias.            

A direção da Dersa amenizou as preocupações, ao afirmar que as obras podem propiciar a abertura de cerca de 20 mil vagas de trabalho, que as indenizações serão precedidas de vistorias e salientou que o governo do Estado deve oferecer bolsa aluguel no valor de R$ 480,00 por família e que disponibilizará ainda unidade de moradia da CDHU, aos que tiverem interesse. Indagado sobre os valores a ser pago pelas áreas desapropriadas, o agente da Dersa disse que a média paga é de R$ 96 mil.

Os moradores reafirmaram a resistência em assumir compromissos com a estatal. “Nós gostaríamos de ter contato com os moradores de outras áreas desapropriadas pela Dersa”, ponderou Elton Soares, líder comunitário.

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