Morte de bebê: deputada pede que MP investigue

17/11/2008 17:06:00

Investigação

A deputada estadual Maria Lúcia Prandi (PT) quer que o Ministério Público apure as circunstâncias das recentes mortes de bebês no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos. Baseada em reportagens publicadas pela Imprensa, a parlamentar protocolou representação na Promotoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. O objetivo é apurar se está havendo algum tipo de negligência na prestação destes serviços.

“Em curto espaço de tempo, dois recém-nascidos perderam a vida no Hospital. Além disso, há outros ‘pequenos’ incidentes que também apontam problemas na zeladoria das UTI’s (Unidades de Terapia Intensiva) Pediátrica e Neonatal. Isto precisa ser investigado para identificar os erros e corrigi-los para que outras famílias não passem pela mesma dor”, enfatiza a deputada Prandi.

No documento entregue à Promotoria de Justiça, a parlamentar relata a morte do filho de Rosângela Maria da Silva, na madrugada do último dia 8 de novembro. A criança ficou na UTI Neonatal e morreu pouco mais de 24 horas após seu nascimento. Nesse período, o bebê praticamente não teve contato com a mãe.

“Na reportagem, ela narra que chegou a ver mosquitos voando na UTI e outros indícios de negligência no atendimento a seu filho. Além disso, também faz referência à morte de outra criança, poucas horas antes”, afirma a parlamentar, que também cita a denúncia dos pais de duas gêmeas nascidas no Guilherme Álvaro, em setembro. Uma delas faleceu e a outra permanecia internada.

Segundo o casal, a criança tinha sido transferida da UTI Neonatal para a Pediátrica, porque havia fungos no local. Depois, eles encontraram formigas na incubadora onde estava a menina e também na bomba de infusão usada medicar e alimentar a criança. O pai da criança chegou a fotografar estes insetos, além de uma mosca.

“A UTI é um setor concebido justamente para o atendimento em casos mais graves, que requerem total atenção. Qualquer descuido pode ser fatal. Nesse sentido, a higiene é o pilar para que doenças oportunistas não agravem ainda mais um quadro que já é delicado. A presença de insetos é mais um ingrediente perigoso nesse local onde é tênue a linha entre a vida e a morte”.

 

 

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