Movimentos sociais são contrários à internação compulsória proposta por Alckmin

21/01/2013

Crack

O programa de internação compulsória de viciados em drogas, do governo Alckmin, começa nesta segunda-feira (21/1) em São Paulo com intensa mobilização de movimentos contrários à medida, que apontam truculência policial na abordagem dos usuários e condenam a internação compulsória.

Entre os apoiadores da manifestação está padre Julio Lancelloti, defensor dos direitos dos moradores de rua.

“A internação compulsória é considerada o último recurso. É a exceção e não pode virar regra”, disse. O padre questiona se há capacidade para atender todos.

Para Nina Laurindo, do Fórum Permanente de Políticas Públicas para População de Rua e do Núcleo de Direitos Humanos dos Moradores de Rua, não concorda com a internação involuntária. “Não tem infraestrutura adequada nas casas de recuperação”, afirma. Segundo ela, a internação compulsória vai contra a luta antimanicomial. “Você não pode segregar a pessoa”, aponta.

O prefeito Fernando Haddad (PT) e seu secretário de Direitos Humanos, Rogério Sotilli, também condenaram o uso de força contra usuários de drogas nas ruas do centro de São Paulo.

“Sem consentimento da família nem autorização judicial já me manifestei contrário (à internação), porque acho que estaríamos ferindo direitos fundamentais. Há uma legislação sobre o assunto e entendo que ela tem de ser observada”, afirmou o prefeito, logo após o discurso de posse de Sotilli. “Sou contra o uso da força. E a orientação compulsória é uso da força. Vamos trabalhar em outra perspectiva, no sentido de valorizar e construir outros caminhos necessários para que essas pessoas saiam do crack, e não com o uso da força”, emendou o secretário.

Haddad também disse que aposta em trazer o governo federal para uma ação conjunta na região. “Há um desejo da União de se fazer presente. Podemos melhorar muito o programa Crack, É Possível Vencer.”

Com informações da Rede Brasil Atual e dos jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo

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