MP vai investigar falta de professor em SP

04/02/2014

Sem educação

O Ministério Público vai investigar por qual motivo houve falta de professores nas escolas da rede estadual na primeira semana do ano letivo. Pais de alunos e professores relataram problemas no retorno às atividades. A volta às aulas nas cerca de 5.300 escolas estaduais foi antecipada em uma semana por causa da realização da Copa do Mundo no Brasil, que ocorre do dia 12 de junho a 13 de julho.

A Promotoria quer saber da Secretaria da Educação quantas escolas ficaram sem professores na primeira semana de aula. A partir desse levantamento, os promotores vão cobrar o cronograma de reposição das aulas perdidas.

“Vai ter que ser garantida de uma maneira ou de outra. Nem que sejam nos finais de semana, em período de férias. De alguma maneira, o poder público vai ter que garantir essa quantidade de dias de aulas”, afirmou o promotor João Paulo Silva. Para o promotor, é preciso saber onde e como ocorreu. “Se foi algo sistêmico. Não é admissível que isso aconteça”, observou.

O secretário estadual da Educação admitiu na sexta-feira (31/1) que houve um problema no contrato de professores temporários. Herman Voorwald afirmou que os contratos com alguns professores temporários não foram interrompidos na data recomendada pela secretaria e, por isso, o prazo de 40 dias de descanso dos docentes não havia sido finalizado quando a semana de volta às aulas começou. A situação deve ser normalizada a partir desta segunda-feira (2), segundo o secretário.

Dos cerca de 260 mil professores da rede estadual, 52 mil são contratados. O secretário explicou que professores temporários não são concursados e têm contrato de um ano com o governo.

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