Mulher continua sendo alvo mais fácil da violência

07/11/2016

Violência contra Mulher

Crédito: Semanario

Apesar de esforço individual e de grupos em todo o mundo, mulher ainda é maior vítima da violência.

Dados alarmantes e desalentadores para as mulheres: São Paulo tem maior índice de violência sexual no Brasil e 85% das mulheres brasileiras têm medo de ser vítima de agressão sexual, mostram pesquisas.

Os dados são alarmantes e os sons das notícias não batem bem aos ouvidos. A mulher continua sendo a maior vítima de agressões e, se isso é nítido no cotidiano, quando vimos ou ficamos sabendo de mulheres avexadas em vagões de trens, que apanham em casa dos próprios familiares ou são trogloditamente reprimidas ao usarem esta ou aquela roupa, tudo só piora quando vemos pesquisas que compilam estes dados, fazendo-nos enxergar o todo.

Duas pesquisas recentes, sobretudo se forem cruzadas, mostram que as mulheres estão longe de alcançar situação de segurança e bem-estar na sociedade. Dados do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), indicam que São Paulo tem maior índice de violência sexual no Brasil.

A mesma pesquisa mostra que, considerando apenas boletins de ocorrência registrados, mais de cinco pessoas foram estupradas por hora em 2015.

São Paulo lidera um ranking triste, sendo o estado com maior índice de violência sexual, um total de 9.265 casos, o que representa 20,4% dos estupros no país.

O mesmo FBSP encomendou uma pesquisa ao Instituto Datafolha e um dos resultados mostra que 85% das mulheres brasileiras têm medo de ser vítima de agressão sexual.

O cenário não melhora ao tomar países estrangeiros como exemplo – vide caso de Lucía Pérez, jovem de 16 anos que foi drogada, estuprada e morta em Mar del Plata, na Argentina, causando comoção internacional, mas não o cessar da violência contra a mulher.

Casos como o de Lucía mostram que a reafirmação da mulher como pessoa e portadora de capacidade, vitalidade e de direitos sociais e humanos tem que fazer parte de um anseio universal e uma luta diária levada a cabo por homens e por mulheres.

Outros números graves:
Informações retiradas do compromissoeatitude.org.br

* 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres são cometidos;
* 89% dos registros violência sexual são feitos por pessoas do sexo feminino. Em geral as vítimas têm baixa escolaridade, sendo 70% crianças e adolescentes;
* Os assassinatos de mulheres negras aumentaram 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013;
* 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos/conhecidos da vítima.

Marina Moura

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