“Não terei meu filho de volta, mas, como brasileira, quero justiça”

21/06/2005 14:50:00

A declaração é de Sônia Mendes Ferreira Medanez, mãe de Diego Mendes Medanez, morto em 30 de dezembro de 2004, quando ele e seu amigo, Felipe Siqueira Cunha de Souza, saíam de uma festa de final de ano, em Riviera de São Lourenço, no Litoral Norte paulista. O promotor público Thales Ferri Schoedl é apontado pelos familiares dos jovens como autor dos disparos que mataram Diego e feriram o amigo. A Liderança do PT promoveu, em 21/06, entrevista coletiva à imprensa em apoio aos familiares das vítimas que lutam pela expulsão do promotor do Ministério Público Estadual. Nesta quarta-feira, o MP, a partir das 9 horas, decide qual medida deverá adotar em relação a Schoedl, que já foi afastado de suas funções por tempo indeterminado. Segundo Sônia, que comoveu a todos com seu depoimento, os dois rapazes foram abordados pelo promotor que os acusou de mexerem com sua namorada. No calor da discussão, Schoedl, que estava armado, atingiu Felipe com quatro tiros e Diego com dois. As circunstâncias exatas do crime não foram ainda esclarecidas, já que Felipe, baleado, não teria presenciado o que ocorreu com o amigo. A alegação apresentada por Schoedl à polícia e ao MInistério é de legítima defesa. Questionada pelos jornalistas, Sônia declarou que espera que Schoedl seja expulso do MP para responder pelo crime como cidadão comum. Seu temor é que prevaleça o corporativismo do órgão e que o promotor acabe impune. Os familiares dos rapazes acompanharão a audiência no MP, e farão um ato pedindo a expulsão do promotor. Sônia veio à Assembléia pedir o apoio dos deputados e da Comissão de Direitos Humanos, presidida por Ítalo Cardoso. Ela entregou a Renato Simões, líder da Bancada do PT, carta aberta com as reivindicações das famílias. O líder petista disse que encaminhará os documentos entregues por ela, para que a Comissão acompanhe institucionalmente os desdobramentos do caso.

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