Nova rebelião na Fundação Casa deixa cinco feridos em Campinas

13/08/2010 16:53:00

Só o nome mudou!

 

A antiga Febem de Campinas, agora Unidade Jequitibá da Fundação Casa, enfrentou na noite desta quinta-feira uma rebelião, que durou 9 horas e deixou 5 feridos. Foi a terceira rebelião de 2010 em unidades da Fundação Casa em Campinas.

Cerca de 60 rebelados mantiveram outros cinco internos como reféns. Agredidos com extintores de incêndio e barras de ferro, os adolescentes foram atendidos em hospitais da região e liberados na manhã desta sexta-feira (13/08).

O setor administrativo da unidade, o almoxarifado, a oficina de panificação, roupas e colchões foram destruídos durante a rebelião, que teria começado após uma frustrada tentativa de fuga.

No último mês de março, o Ministério Público Estadual reuniu-se com diretores da Fundação Casa Anhanguera, também em Campinas, depois de uma rebelião que deixou 14 feridos. No dia 24 de maio, houve outra rebelião em uma unidade do município.

Apesar da alteração no nome em 2006, a Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa) enfrenta os mesmos problemas da antiga Febem: denúncias de maus-tratos, rebeliões e protestos de funcionários. Em Ribeirão Preto, a instituição responde a inquérito civil e policial devido a acusações de tortura contra menores.

A Unidade 3 da Fundação Casa em Guarulhos também foi alvo, em novembro de 2009, de denúncias de maus tratos e abuso sexual contra internas.

Notório ativista dos Direitos Humanos, o jurista Hélio Bicudo afirma em seu blog que “mudar de nome não basta para transformar uma instituição falida como a Febem na Fundação Casa.”

“A mudança teve repercussões internacionais e enganou os órgãos internacionais de defesa dos direitos humanos. Denúncias feitas por entidades não governamentais de direitos humanos, inicialmente aceitas pela Corte Interamericana, que chegou a editar medidas provisórias (cautelares) para correção dos desvios ocorridos na antiga Febem, acabaram sendo extintas junto com a entidade”, denuncia Bicudo, que é presidente da Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos.

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