Novo diretor da Arsesp aprovado pela base de Alckmin é apontado como mau gestor

09/12/2015

Tucanagem

Há poucos dias a Comissão de Infraestrutura realizou a arguição de Hélio Luiz Castro cotado para o cargo de Diretor de Regulação Técnica e Fiscalização dos Serviços de Saneamento da Arsesp – Agência Reguladora de Saneamento do Estado de São Paulo.

Funcionário de carreira da Sabesp, há 19 anos, Hélio esteve responsável pela superintendência de produção de água voltada para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, até 2011, ou seja, na antivéspera da crise da água que atingiu milhares de pessoas.

Hélio Castro a seguir assumiu o cargo de gerente das unidades do Sistema Cantareira e dos recursos hídricos da Sabesp, no período em que os especialistas apontam que deveriam de ter sido tomada as providências para a redução da dependência do sistema Cantareira, no fornecimento de água para a região densamente povoada.

O deputado Luiz Turco indagou Hélio sobre quais providências foram tomadas na sua gestão para evitar e ou mitigar os efeitos da crise da água.Evasivo, Hélio disse que seguiu o plano de ação da empresa.

Outra questão colocada pelo presidente da Comissão, deputado Alencar Santana Braga foi quanto à credibilidade de Hélio e sobre o possível conflito de interesses na função de regulador de contratos da Sabesp, um a vez que, foi funcionário da companhia por 20 anos e tendo em vista que, anteriormente trabalhou para uma empresa privada e agora agirá como fiscalizador desses agentes privados.

Usando do mesmo expediente Hélio, foi superficial e breve em suas respostas, mas como a comissão é integrada por deputados em sua maioria da base do governo o candidato foi aprovado.

Passagem sinistra

A trajetória profissional do Sr. Helio Luiz Castro é permeada por elementos obscuros.

No período de 1987 a 1992, esteve como gerente do setor de redes de distribuição da SANASA- Campinas, empresa responsável pelo abastecimento da cidade e na ocasião implementou a cobrança mínima de 10m³ de consumo, medida apontada pelos críticos como desestímulo à economia de água.

O segundo momento peculiar da carreira de Hélio se deu quando ele foi administrador da PPP- Parceria Público Privada- firmada pela Sabesp entre o Sistema Produtor Alto Tietê com o Consórcio CAB – Ambiental Galvão Engenharia.

Em 2001, o executivo passou a ser responsável pelos “novos negócios – CAB projetos” grupo que venceu licitação da concessão do sistema de saneamento da cidade de Cuiabá, no Mato Grosso.
Nesta empresa a passagem de Hélio Castro foi marcada pela diversos problemas, a população de mais de cem bairros de Cuiabá matem viva na memória os dias de caos com a interrupção do abastecimento provocado pela quebra de bombas de captação de água e esgoto.

Em declarações à imprensa em maio de 2012, Hélio Castro informou que duas bombas de captação foram retiradas para manutenção e que depois de 30 dias em média, a situação seria normalizada, ou seja, deixou a população local sem água.

Além de erros no planejamento que deixaram a população sofrendo com o desabastecimento, os órgãos competentes apontaram a falta de cumprimento de metas nos serviços de distribuição de água e captação de esgoto.

O Consórcio acabou optando pela antecipação do encerramento do contrato de concessão, por conta das denúncias do envolvimento do Grupo Galvão Engenharia, com a operação Lava Jato e pela falta de recursos para honrar o contrato. (RM)

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