O Estado de São Paulo é recordista em óbitos provocados pela dengue

04/05/2015

Caos

Está é a 15º semana de recorde de casos de obtidos provocados pela dengue no Estado de São Paulo, segundo dados do Ministério da Saúde.

Atualmente há 401,5 mil registros de pessoas atingidas pela doença, em todo o Estado, uma alta de 379% se comparado com o mesmo período do ano passado.

O Estado paulista responde por 73% das 229 mortes por dengue confirmadas no país, ou seja, de cada quatro pessoas que morrem vítimas da doença, três eram moradoras de alguma cidade do Estado de São Paulo. A alta de óbitos aqui também é superior ao aumento nacional, de 45%.

Dados da Secretaria de Saúde do Estado apontam que metade do Estado está em surto, com maior incidência nas regiões do noroeste paulista e nas áreas em torno de Sorocaba e Campinas.
As pessoas mais vulneráveis que apresentam quadro grave da doença são as crianças, idosos e que já tem problemas crônicos de Saúde.

Sociedade paulista cobra medidas do governo Alckmin

Em meados de fevereiro deste ano a deputada Beth Sahão denunciou a epidemia de dengue na região de Catanduva e a omissão do governo do Estado, que não tem oferecido aos municípios meios de combater o mosquito transmissor e dar assistência saúde aos enfermos.

Naquela ocasião a deputada propôs a constituição de um fundo estadual para o enfrentamento aos surtos como o caso da dengue. Na avaliação da deputada a principal dificuldade dos municípios é a falta de profissionais da saúde e leitos para dar assistência à população atingida. ” As cidades não estão dando conta de atender os casos de dengue que cresce numa aritmética assustadora. O Estado precisa dar apoio e planejar maior repasse de recursos para os municípios atenderem a população acometida pela doença” , cobrou.

A relação entre a falta de água e o aumento da incidência da dengue também foram alvo de críticas e cobranças ao governo do Estado, colocadas pelo deputado Marcos Martins.
Martins apontou o armazenamento inadequado da água, como um dos principais fatores para a proliferação do Aedes aegypt, mosquito transmissor da doença.
Há cerca de dois meses, quando cobrado sobre as ações do Estado para debelar a situação, o governador Geraldo Alckmin, disse que iria convocar 500 médicos da PM para atuar no combate à dengue.

Na visão do presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems-SP), Stênio José Correia Miranda, esta medida é uma estratégia de “propaganda e marketing”. “É mais uma gota no oceano, quando os municípios necessitam de apoio”, ponderou Miranda.(rm)

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