O que roda é o seu dinheiro: debate sobre os pedágios em São Paulo dia 1º

27/05/2009 19:26:00

Audiência pública

Crédito:

 

Pedágios nas estradas: o que roda é o seu dinheiro. Esta é a chamada de convocação para a audiência pública que debaterá a questão dos pedágios no Estado de São Paulo, na próxima segunda-feira (1/6), às 14 horas, no auditório Franco Montoro – Assembleia Legislativa de São Paulo. A iniciativa é dos deputados estaduais do PT, Rui Falcão e Marcos Martins, e Carlos Gianazzi (PSOL).

O Estado possui 163 praças com o valor médio aproximado, por eixo nos veículos de carga, de R$ 5,76. Esses valores oneram a viagem de pessoas, serviços e o transporte de mercadorias, fazendo com o que sejam repassados ao consumidor final. Desta forma, os pedágios são um dos maiores obstáculos para o progresso de São Paulo.

“A população é a maior afetada pelo número absurdo de pedágios. É o consumidor final que tem pago essa alta conta imposta pelo governo do estado e queremos reverter isso. Rever a questão e colocá-la em debate aberto a todos os paulistas é um passo fundamental para solucionar o problema”, explica o deputado Marcos Martins, que coordena, na Assembleia, a Frente Parlamentar criada para discutir o tema.

Pedágios mais caros do Brasil

O Estado de São Paulo cobra hoje os pedágios mais caros do Brasil. Numa viagem de ida e volta da capital a São José do Rio Preto, por exemplo, o motorista deixa nos pedágios paulistas R$ 114,00. É isso que acontece no Estado. Além de muito caro, há muitos postos de pedágio.

Somente no Rodoanel Oeste, com 32 quilômetros de extensão, são 13 praças, e ainda há previsão de instalar mais 61 postos em todo o Estado, por conta das últimas concessões feitas por Serra. Por isso, os gastos com pedágio, na maioria dos casos, ultrapassam o valor do IPVA ou até mesmo o seguro do veículo.

Um dos abusos mais gritantes fica no trecho da Rodovia Anhanguera, onde o pedágio segregou vários bairros da região, como a Chácara Maria Trindade, ou seja, os moradores são obrigados a pagar pedágio para circularem em seus bairros.

Quem não trafega, também paga

Mesmo quem não trafega pelas rodovias pedagiadas está pagando a conta. Passam por rodovias 93% do transporte de carga do Estado. Um caminhão de seis eixos, que vai de São José do Rio Preto à Capital, deixa nos pedágios R$ 684,00.

Esse valor é embutido no preço das mercadorias que toda a população consome. Da mesma forma, quando se utiliza transporte intermunicipal metropolitano ou rodoviário, em que os ônibus pagam pedágio, o consumidor também está pagando essa conta.

O Movimento Rodoanel Livre, que já realizou vários atos contra os pedágios, também está convidando para a audiência pública. Leia abaixo o convite contextualizado do Movimento.

Audiência “PEDÁGIO NÃO”

Convidamos a todos os que sofrem com as conseqüências dos pedágios para participar   da Audiência “PEDÁGIO NÃO” e exigirmos do governo do Estado uma solução para o problema.

A privatização do Rodoanel Mário Covas desencadeou uma reação chamada “MOVIMENTO RODOANEL LIVRE”, que reúne lideranças comunitárias, políticas, sindicais, empresariais, entre outras, com o objetivo de mobilizar a sociedade contra a instalação de mais pedágios em rodovias, em particular, no Rodoanel.

O Estado de São Paulo cobra hoje os pedágios mais caros do Brasil. Numa viagem de ida e volta da capital a São José do Rio Preto, por exemplo, o motorista deixa nos pedágios paulistas R$ 114,00. É isso que acontece no Estado. Além de muito caro, há muitos postos de pedágio. Somente no Rodoanel Oeste, com 32 quilômetros um dos abusos mais gritantes fica no trecho da Rodovia Anhanguera, onde o pedágio segregou vários bairros da região, como a Chácara Maria Trindade, ou seja, os moradores são obrigados a pagar pedágio para circularem em seus bairros.

Todos nós, mesmo quando não estamos trafegando nas rodovias, estamos pagando pedágio. Passam por rodovias 93% do transporte de carga do Estado. Um caminhão de seis eixos, que vai de São José do Rio Preto à Capital, deixa nos pedágios R$684,00. Esse valor é embutido no preço das mercadorias que todos nós consumimos. Ou então quando viajamos no transporte intermunicipal metropolitano ou rodoviário, os ônibus pagam pedágio e, por tabela, os passageiros; são as passagens que custeiam o sistema.

É o jeito tucano de governar, tirando do bolso dos cidadãos para enriquecer as concessionárias de rodovias paulistas.

Dia 1 de Junho de 2009, às 14 horas, Auditório Franco Montoro – Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo Local: Avenida Pedro Álvares Cabral, 201

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.