Obras antienchente não saem do papel

21/08/2012

Descaso

A poucos meses da temporada de chuvas, as obras antienchentes na Região Metropolitana de São Paulo estão paradas. Dos contratos assinados pelo governo do Estado desde 2011, muitas das ações nem saíram do papel.

O valor desses contratos passam dos R$ 326 milhões. Desse total, R$ 143 (43,9%) foram empenhados, R$ 47 milhões liquidados (14,5%) e apenas R$ 14 milhões pagos (4,4%).

As obras de controle de inundações em pontos baixos nas marginais do rio Tietê, com construção dos pôlderes das pontes Aricanduva, Vila Maria, Vila Guilherme e Limão, são um exemplo desse descaso tucano.

Os contratos, firmados no final do ano passado, somam mais de R$ 57 milhões, mas pouco mais de R$ 1 milhão foram pagos até o momento.

Na região do ABC, a situação é a mesma. Para a prometida obra de canalização do Córrego Oratório, com remoção e reassentamento da população que ocupa as margens do local, o governo do Estado assinou contratos que somam cerca de R$ 56 milhões e que beneficiariam os municípios de São Paulo, Santo André, São Caetano e Mauá. Desse total, até agora foram pagos cerca de R$ 342 mil.

Para o município de Franco da Rocha, que nos últimos anos tem sofrido com os alagamentos, foram contratadas obras de controle de inundações com construção de polder de proteção das áreas baixas no centro da cidade. O valor do contrato é de R$ 38 milhões, mas foram pagos apenas R$ 979 mil.

Para Guarulhos, o governo do Estado prometeu a construção de dois piscinões e a canalização de 4,9 mil metros do canal de circunvalação da margem direita do Parque Ecológico do Tietê. Dos R$ 49 milhões previstos em contrato, apenas R$ 1,4 milhão foram pagos.

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