Obras da linha 4 do Metrô: ressuscita o medo de uma nova tragédia

09/08/2007 19:50:00

“As obras da Linha Amarela (4) do Metrô que abriram um novo buraco em São Paulo, na Rua Pinheiros, traz novamente à tona o desrespeito com que o governo do Estado tem tratado a segurança dos moradores, com a única finalidade de cumprir o cronograma para entregar a linha à exploração pela iniciativa privada”, salienta o deputado Simão Pedro, líder da Bancada do PT na Assembléia Legislativa.

O buraco com diâmetro de 1,5 metro por 1,5 metro de profundidade foi aberto onde ficará a futura estação Fradique Coutinho. Segundo o engenheiro Márcio Pellegrini, diretor de contrato do Consórcio Via Amarela, responsável pela obra, “enquanto estiver nesse tipo de solo arenoso, existe sempre a possibilidade de nós termos uma reflexão na superfície”. A diretoria de engenharia do Metrô afirmou que o tamanho do buraco aumentou de 1,5 metro para 2 metros depois de iniciados os trabalhos de injeção de concreto.

Simão Pedro lembra que “isso tudo vem comprovar que os deputados do PT estavam correto, com suas preocupações com relação a linha 4 e se tivesse sido instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), talvez o governo tucano se visse obrigado a tomar providências, como não postergar a realização do trabalho técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ampliar a fiscalização do consórcio construtor, dar transparência aos fatos e não apenas continuar apostando na sorte, porque trata-se da vida das pessoas. Esta linha já vitimou oito pessoas e isso tem que parar.”

O líder petista lembrou que o governador José Serra, quando a cratera foi aberta na estação Pinheiros da linha 4, em janeiro/2007, prometeu uma investigação rápida, transparente e com responsabilização dos culpados. Mas ao contrário disso, o que há é uma grande letargia e total falta de informação da apuração dos fatos e a pressa para continuar as obras.

“Hoje continuamos a afirmar que esses acidentes são frutos da pressa e da negligência dos gestores públicos do Estado, que não quiseram dar ouvido às preocupações que deputados da oposição, sindicalistas e órgãos da sociedade civil da região de Pinheiros levantaram em várias ocasiões e que os obrigou a procurar o Ministério Público Estadual que acatou a Representação e abriu um inquérito civil em dezembro/06”, finalizou Simão.

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