Onda de violência revela mapa do crime na Região Metropolitana de SP

12/11/2012

Insegurança pública

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O aumento da criminalidade na região metropolitana de São Paulo tem gerado um raio-x das regiões mais perigosas da cidade e do Estado. Estatísticas fornecidas pela Secretaria de Segurança Pública apontam que os locais onde mais acontecem assassinatos ficam nos bairros periféricos da capital e nas cidades que fazem divisa com São Paulo.

São Paulo lidera o ranking de número de homicídios dolosos em 2012. Até o mês de setembro, segundo a SSP, a cidade havia registrado 959 assassinatos. O mês mais violento, segundo os últimos números divulgados pela secretaria, foi setembro, com 139 homicídios, quase o mesmo número registrado em Guarulhos durante todo o ano.

Guarulhos, mais de 100 mortes

O município vizinho à capital registrou 141 homicídios dolosos entre janeiro e setembro, segundo o balanço. A cidade é a segunda mais populosa do Estado, com 1.222.357 pessoas, segundo o Censo de 2010. São Paulo e Guarulhos são as únicas a ultrapassarem o número de 100 mortes em 2012.

O município registrou mortes e muitos casos de ônibus queimados. Entre os mortos, está um policial militar que foi atingido por dois homens em uma moto no dia 5 de setembro, na rua Pedro Avelino, no Jardim Lenize.

Guarulhos registrou uma chacina no dia 31 de agosto, quando três pessoas foram mortas durante a madrugada, na avenida Aníbal Martins, no Jardim Santas Maria. Entre a noite do dia 7 de outubro e a manhã do dia 8, quatro pessoas foram encontradas mortas na cidade, em um dos dias mais sangrentos dessa onda de violência na Grande São Paulo.

Terceira mais violenta

Em terceiro lugar entre as cidades com mais mortes violentas no ano aparece São Bernardo do Campo, na região do ABC. O município registrou, até setembro, 56 homicídios dolosos. Porém, entre as mortes que ainda não foram contabilizadas pelo governo está a do policial militar Marcos Pilatti, que foi abordado no início da manhã do dia 2 de novembro, quando pilotava sua moto. O PM foi atingido por dois tiros e acabou não resistindo.

Na noite anterior à morte do policial, duas pessoas foram mortas em um bar no Jardim Lago. Segundo as investigações, dois homens em uma moto passaram disparando contra os clientes do estabelecimento: dois homens, de 35 e 39 anos, não resistiram e morreram. Na mesma noite, em outro bairro, um homem de 18 anos também foi assassinado a tiros. Durante a madrugada, um homem e uma mulher passaram atirando em uma moto na rua Jerônimo Moratti, cinco pessoas foram baleadas, mas ninguém morreu, nesse que foi um dos dias mais violentos da cidade no ano.

Onda de mortes e toque de recolher

Apesar de ocupar a quarta posição entre as cidades mais violentas, Osasco viveu dias de terror nos últimos meses. O município vizinho à capital registrou pelo menos duas ondas de ataques, somando 11 mortes.

Na madrugada do dia 12 de julho, pelo menos nove pessoas foram baleadas após a final da Copa do Brasil, entre Palmeiras e Coritiba. Foi levantada a hipótese dos crimes terem sido motivados por torcidas rivais, mas o boato foi desmentido pela polícia. De acordo com a corporação, “os criminosos aproveitaram o horário, em que se dava a salva de fogos, para ‘disfarçar’ o estampido dos disparos de suas armas”.

As vítimas foram alvejadas em bairros diferentes, mas próximos, em um curto intervalo de tempo. Já no mês de outubro, três pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas após dois homens, que estavam em um carro, passarem atirando em um bar na rua Serafim Marques dos Reis, no bairro de Pestana. De acordo com a polícia, o local do crime fica a cerca de 200 m do 1º Distrito Policial da cidade.

No dia 28 de outubro, comerciantes fecharam as lojas mais cedo e as pessoas evitaram andar pelas ruas da cidade após um suposto toque de recolher, que foi negado pela polícia, que chegou a enviar viaturas para reforçar o policiamento local.

Cinquenta mortes em 9 meses

Na sequência, com 50 mortes, a SPP coloca a cidade de Itaquaquecetuba como a quinta mais violenta da região metropolitana. Um dos casos que ganharam notoriedade foi o da morte do casal Bianca dos Santos Capucho, 16 anos, e Leonardo Capitulino da Silva, 19 anos, que morreram após sair de cultos religiosos.

Os dois namoravam às escondidas e se encontraram após saírem da igreja, cada um da sua. Eles foram mortos em um ponto de ônibus, por uma pessoa que passou atirando.

Onda de violência

Desde o início do ano, ao menos 90 policiais foram assassinados no Estado. Desse total, 18 eram aposentados e três estavam em serviço. Além disso, o Estado continua a enfrentar um grande índice de violência. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, só na capital houve um crescimento de 102,82% no número de pessoas vítimas de homicídio no mês de setembro (o índice inclui também mortes no trânsito consideradas homicídio doloso), em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o Estado, a alta foi de 26,71% no mesmo período.

fonte: Portal Terra

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